! Após "não" do Casino, Pão de Açúcar suspende proposta de fusão com Carrefour - 12/07/2011 - EFE - Economia
 

12/07/2011 - 23h23

Após "não" do Casino, Pão de Açúcar suspende proposta de fusão com Carrefour

São Paulo, 12 jul (EFE).- O grupo brasileiro Pão de Açúcar suspendeu "temporariamente" nesta terça-feira a proposta de fusão de suas operações com a filial brasileira do gigante francês Carrefour.

A iniciativa foi suspensa depois que os administradores do grupo francês Casino, sócio do Pão de Açúcar e rival do Carrefour, se pronunciaram hoje em Paris contra o projeto de fusão.

"A manifestação do Conselho de Administração do Casino, que em reunião na manhã de hoje rejeitou os termos da operação, nos leva a suspender temporariamente a proposta, com o firme propósito de manter um diálogo aberto", assinalou em comunicado o fundo Gama, pertencente ao banco BTG Pactual e responsável pela operação.

O plano de fusão, revelado em 28 de junho, previa a união dos dois maiores grupos de distribuição brasileiros, o Pão de Açúcar, controlado por Casino e a família brasileira Diniz, e o Carrefour Brasil, para criar um gigante avaliado em US$ 41,899 bilhões.

O Casino, que controla 43% do Pão de Açúcar, explicou em comunicado que os membros de seu conselho, à exceção de Abílio Diniz, consideram a fusão "contrária" a seus interesses e aos de sua filial brasileira.

Além disso, a qualificaram de "hostil e ilegal" e encarregaram seu presidente, Jean-Charles Naouri, de fazer valer essa posição "por todos os meios necessários", também no conselho de administração da Wilkes, consórcio que controla o Grupo Pão de Açúcar.

Pouco antes de ser anunciada a suspensão do projeto de fusão, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que pretendia participar do negócio com a compra de ações da nova empresa por até R$ 4,5 bilhões, desistiu de participar da operação.

"Como foi reiterado em diversas oportunidades, o orçamento da eventual participação da BNDESPar nesta operação estava sujeita ao entendimento entre todas as partes", apontou a nota do BNDES.

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