! Carros: manutenção preventiva pode custar 30% menos que a corretiva - 06/01/2010 - InfoMoney
 

06/01/2010 - 08h33

Carros: manutenção preventiva pode custar 30% menos que a corretiva

SÃO PAULO – De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), com base nos dados do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva), a manutenção preventiva de um carro custa em média 30% menos do que a corretiva.

Apesar disso, apenas 48% dos proprietários de veículos com mais de cinco anos fazem manutenção preventiva. E esse número cai, de acordo com o aumento da idade do veículo.

Por ano, em média, cada unidade visita uma oficina quatro vezes por ano e o gasto de cada visita sai por R$ 207. No total, motoristas que deixam para fazer a manutenção quando ocorre um problema no veículo gastam em média R$ 828 com oficinas por ano.

Para não sair no prejuízo

Na hora de fazer uma manutenção, seja preventiva, seja corretiva, o proprietário deve se precaver e, assim como em uma compra, pesquisar o estabelecimento mais confiável para realizar uma revisão ou um reparo no carro e também pesquisar preços.

Segundo o Idec, o Código de Defesa do Consumidor obriga as oficinas a apresentar um orçamento ao consumidor. Cabe ressaltar que o fornecedor não pode executar um serviço sem a aprovação do consumidor e a apresentação dos custos.

No orçamento devem estar discriminados, detalhadamente, os valores da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados no serviço. Além disso, devem constar as formas de pagamento e as datas de início e término do reparo.

Como prevê a legislação, o orçamento tem validade de até 10 dias a partir do momento em que o consumidor o recebe, e o documento não pode ser alterado. O fornecedor deve prever exatamente todos os custos envolvidos e especificá-los e a alteração do valor final só pode ocorrer após aprovação do consumidor.

O órgão de defesa do consumidor também lembra que o fornecedor não pode cobrar para fazer o orçamento, segundo prevê o Código. Porém, caso elaborá-lo o onere, a cobrança pode ser feita, desde que o consumidor seja informado dela.

Caso algum reparo ou qualquer serviço seja executado sem a prévia autorização do motorista, uma reclamação no Procon pode ser feita e o caso pode até chegar ao âmbito judiciário. O Idec lembra que, nesses casos, cabe ao fornecedor provar que o consumidor autorizou a execução do serviço.