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12/09/2011 - 15h00

Juros para financiamento de carro atingem menor nível desde 1995

SÃO PAULO – As taxas de juros do CDC para financiamento de automóveis e do empréstimo em financeiras recuaram em agosto e alcançaram o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. Os dados fazem parte do levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgado nesta segunda-feira (12).

Os juros da primeira modalidade de crédito passaram de 2,37% ao mês (32,46% ao ano) em julho para 2,29% a.m. (31,22% a.a.), em agosto. Já a taxa da outra modalidade caiu de 9,34% a.m. (191,98% a.a.) para 9,11% a.m. (184,69% a.a.), na mesma base comparativa.

Cheque especial e outras modalidades
Ainda de acordo com o levantamento,os juros mensais do cheque especial passaram de 8,27% em julho para 8,25% em agosto. Ao ano, os juros dessa modalidade de crédito atingiram 158,9%, ante 159,48%.

Os juros mensais do comércio, por sua vez, passaram de 5,70% em julho para 5,60% em agosto. Ao ano, os juros atingiram 92,29%, ante 94,49%.

Já os juros do empréstimo pessoal em bancos recuaram de 4,67% para 4,58% ao mês, entre julho e agosto. Ao ano, a taxa dessa modalidade de financiamento caiu de 72,93% para 72,15%.

O juro do cartão de crédito, por sua vez, manteve-se estável entre um mês e outro, em 10,69% ao mês. Essa taxa é a maior desde junho deste ano, quando estava em 10,70%.

Saindo das dívidas
Segundo especialistas, como a dívida do cheque especial é uma das mais caras, o empréstimo consignado ou o crédito pessoal pode ser uma forma de diminuir a taxa de juros para aqueles que já estão no limite da conta. Quem fizer essa opção deve analisar com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada pelo empréstimo.

Outra forma de evitar novos problemas é pedir que a instituição cancele essa linha de crédito, encerrando o limite do cheque especial. Para isso, entretanto, é necessário que o cliente negocie seus débitos atuais com o banco.

Os especialistas ainda esclarecem que o cheque especial não pode ser visto como renda, devendo ser utilizado por um período curto e emergencial. “Se tiver necessidade de usar esse limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial”, orientam.

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