! Quer investir R$ 1.000, R$ 10 mil ou R$ 100 mil? Veja onde é melhor - 13/07/2012 - InfoMoney
 

13/07/2012 - 09h26

Quer investir R$ 1.000, R$ 10 mil ou R$ 100 mil? Veja onde é melhor

SÃO PAULO – Você tem algum dinheiro sobrando, mas ainda não sabe o que fazer com ele? Pois lembre-se que investir é uma das melhores maneiras de proteger o capital das perdas com a inflação e ainda ter alguma rentabilidade.

Mas será que o valor disponível para investimentos pode influenciar no tipo de aplicação que você vai escolher? De acordo com o especialista em finanças pessoais da MoneyFit, André Massaro, a escolha da aplicação financeira depende, sim, do montante que você tem disponível para investir – entre outros fatores.

Já o educador financeiro e gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Mauro Calil, ressalta que muitas aplicações financeiras em renda fixa ou renda variável têm exatamente o mesmo custo, mesma rentabilidade, segurança e liquidez para qualquer quantia aplicada. É o caso, por exemplo, do Tesouro Direto, ou do CDB direto.

“Na renda variável a democracia impera há muito tempo, afinal o preço de mercado de uma ação é exatamente o mesmo para quem ganha salário mínimo ou para milionários. Se o custo de aquisição se torna caro pela corretagem , DOC ou custódia, os fundos se mostram como alternativas muito baratas”, lembra Calil.

Ainda assim, Massaro aponta que é importante levar em consideração os valores disponíveis para investir, já que quanto maior o montante, maiores as chances de diversificar e procurar por investimentos diferenciados.

 

R$ 1.000

Para quem ainda está começando a poupar e conseguiu juntar os primeiros R$ 1.000, por exemplo, o especialista da MoneyFit afirma que a melhor alternativa é procurar por investimentos mais conservadores e com taxas menores, como o Tesouro Direto ou o CDB (Certificado de Depósito Interbancário).

“Hoje o Tesouro Direto está facilitando bastante a vida do pequeno investidor (que pode começar a investir com R$ 30) e os CDBs também são bastante intuitivos e seguros”, lembra.

No caso do Tesouro Direto, existem títulos indexados à inflação (NTN-B - Nota do Tesouro Nacional – Série B), os títulos prefixados (LTNs – Letras do Tesouro Nacional) e os indexados à Selic, (LFTs -Letras Financeiras do Tesouro).

De uma maneira geral, as NTN-Bs são mais indicadas para quando existe uma expectativa de que a inflação aumente, ou permaneça elevada, já que este título paga ao investidor o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais um cupom de juros. Já as LTNs são melhores quando a Selic está alta, mas existe uma expectativa de queda, enquanto as LFTs são indicadas para quando se espera que a Selic aumente.

É importante lembrar que os títulos públicos são os ativos mais seguros que existem, pois para que haja um calote seria necessário que o país quebrasse, o que é bastante improvável.

Já para quem for investir em CDBs, se a escolha for por um pós fixado, é importante pesquisar pelos bancos que ofereçam uma taxa mais próxima ou até maior do que o CDI (Certificado de Depósito Interbancários), assim você terá um retorno maior – existem bancos que pagam 75% do CDI enquanto outros pagam 110%, por exemplo.

A segurança do CDB vem do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante aplicações de até R$ 70 mil. Se o banco quebrar, você fica protegido até este valor.

R$ 10 mil

Para quem tem até R$ 10 mil, o especialista afirma que as opções são parecidas. Mas além do Tesouro Direto e do CDB, o investidor que aceitar um pouco mais de risco pode começar a olhar para aplicações de renda variável.

“Ele pode buscar uma pequena exposição a este mercado via fundo, clube ou ETF (Exchange Traded Funds, ou fundos de índices).

Segundo ele, com este volume de capital, não vale a pena comprar ações diretamente. Isso porque os custos envolvidos na compra dos papéis acaba corroendo parte dos ganhos e faz com que a compra direta só seja vantajosa para valores mais elevados.

Já quem optar por um fundo de ações deve ficar de olho na taxa de administração, que também pode ter uma grande influência na rentabilidade final do investimento. Existem fundos de ações que cobram taxas de 5% e outros que cobram de 2%, por exemplo.

Por isso, a dica é pesquisar e também analisar outros pontos, como o histórico do gestor e a rentabilidade que o fundo vem atingindo.

R$ 100 mil

Já o investidor que tem um capital maior, acima de R$ 100 mil, pode diversificar muito mais as aplicações e olhar para investimentos diferenciados. Entre as opções de renda fixa estão as Debêntures (títulos de dívidas de empresas privadas) e as LCIs (Letras de Créditos Imobiliários), por exemplo.

No caso das debêntures, o maior risco que se corre é o de calote da empresa que emitiu aquele título no mercado. Por isso, comprar debêntures de empresas maiores e com rating (classificação de risco) mais elevado pode ser uma garantia de maior segurança.

Ao mesmo tempo, quanto maior o risco, maior o retorno - por isso as empresas menores costumam oferecer uma rentabilidade mais atrativa para aqueles que compram os seus títulos.

Já no caso das LCIs, o investidor também tem a garantia do FGC em caso de quebra da instituição, para valores de até R$ 70 mil.

Quem quiser apimentar um pouco mais os rendimentos e investir em ações também deve considerar os fundos, clubes e ETFs, segundo Massaro, apesar deste já ser um valor suficiente para comprar diretamente os ativos sem grande impacto das taxas.

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