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04/11/2009 - 14h16

CSN reitera projeto de segregar área de mineração no ano que vem

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) passará a operar com todos seus ativos de mineração em uma nova empresa a partir do ano que vem.

Os planos da companhia para separar a área de mineração do segmento de siderurgia, em um processo de reestruturação das atividades, foi reiterado hoje pelo diretor executivo de relações com investidor, Paulo Penedo Pinto Marques, em conversa com analistas. "Estamos trabalhando arduamente para que no ano vem passemos a operar com 100% dos ativos de mineração dentro da nova empresa", afirmou o executivo.

A CSN, cujos principais ativos no segmento de mineração são a Mina Casa de Pedra, na cidade de Congonhas (MG), e a mineradora Namisa (onde detém 60%), projeta há anos o aumento da participação neste mercado. Dentro desta ideia, a companhia prevê a expansão de sua área de no porto de Itaguaí (RJ) para alcançar a capacidade de 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, sendo que, hoje, a área tem capacidade de 30 milhões de toneladas. Outra meta da companhia, no sentido de expandir sua capacidade de produção de minério de ferro, é sair da produção atual de 21 milhões de toneladas por ano para atingir a marca dos 50 milhões de toneladas até 2012. No terceiro trimestre, a CSN produziu 6,5 milhões de toneladas de minério de ferro, um aumento de 50% ante os três meses anteriores. "Foi um recorde. Nossa intenção é bater esse número no próximo trimestre", afirmou o diretor de mineração, Jayme Nicolato. Já no setor de siderurgia, Marques destacou os investimentos "pesados" que a companhia deseja fazer em Itaguaí e em Congonhas. "Mas não vamos fazer sozinhos. Potenciais sócios estão sendo procurados", disse, acerca dos projetos de construção de novas plantas siderúrgicas. Ontem, a CSN encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,150 bilhão, superando os R$ 335 milhões somados nos três meses antecedentes. No período, a empresa voltou a operar muito próxima de sua capacidade instalada e manteve um elevado market share, de 40% no mercado interno de aços planos.

O endividamento líquido da siderúrgica, no entanto, cresceu R$ 1 bilhão em relação ao final do segundo trimestre e, diante de uma queda do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) dos últimos doze meses, o índice da Dívida Líquida sobre Ebitda subiu de 0,97 para 1,49. Diante dos resultados da empresa e da melhora no mercado internacional, Marques foi cuidadoso ao fazer comentários sobre o setor, em termos globais. "A CSN conversa de cliente a cliente. Estamos cautelosos com relação aos preços lá fora", afirmou a respeito dos preços internacionais de aço, que apresentaram certa recuperação no terceiro trimestre, mas ainda geram dúvidas sobre sua sustentabilidade.

(Vanessa Dezem | Valor)

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