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30/06/2010 - 17h48

Dólar cai no dia e no mês, mas sobe no trimestre

SÃO PAULO - O dólar comercial devolveu boa parte da alta da terça-feira, mas, ainda assim, fechou o mês valendo mais de R$ 1,80.

Já no mês, a moeda caiu 0,93%, mas fecha o terceiro trimestre com valorização de 1,29%. No acumulado de 2010, a divisa está 3,5% mais cara.

No pregão desta quarta-feira, depois de fazer mínima a R$ 1,790, o dólar comercial encerrou valendo R$ 1,802 na compra e R$ 1,804 na venda, ainda assim, baixa de 0,38%.

O giro do interbancário ficou em US$ 4,2 bilhões, o que pode ser considerado um bom volume para dias de formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquida os contratos futuros.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar cedeu 0,42%, para R$ 1,801. O volume marcou US$ 225,25 milhões, queda de 45% sobre o registrado ontem.

No mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava desvalorização de 0,57%, a R$ 1,8015.

Esse contrato expira hoje e a referência passa a ser o dólar para agosto, que já concentra a liquidez e registrava baixa de 0,60%, a R$ 1,819, antes do ajuste final de posições.

O trader de renda fixa e câmbio do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, chama atenção para o comportamento do dólar no final da jornada.

Enquanto as bolsas voltaram a derreter no mercado americano, o contrato futuro seguiu operando em baixa. "É impressionante como o dólar segue bem ancorado", diz o especialista.

Mais um sinal da força da moeda local é o movimento no trimestre. O preço do dólar por aqui subiu 1,29%. Já outras moedas comparáveis ao real, como o dólar australiano e dólar canadense perderam 8,6% e 5,2% de valor, respectivamente.

Na visão de Portella, o mercado se apoia na expectativa de fluxo futuro de recursos para seguir com posições vendidas (apostas pró-real).

O melhor exemplo são os bancos, que têm mais de US$ 8 bilhões vendidos no mercado à vista, e outros US$ 4,25 bilhões no mercado futuro.

No entanto, diz Portella, tal situação não deixa de representar um risco, pois a porta de saída pode ser pequena no caso de algum revés, seja ele externo ou interno, como um novo adiamento para oferta de ações da Petrobras. "O mercado está um pouco leniente nesta questão."
(Eduardo Campos | Valor)

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