! Caloi espera fechar ano com lucro de R$ 10 milhões - 20/10/2010 - Valor Online
 

20/10/2010 - 13h43

Caloi espera fechar ano com lucro de R$ 10 milhões

SÃO PAULO - A fabricante de bicicletas Caloi vai fechar no azul pelo segundo ano consecutivo, após 20 anos de reestruturação. A marca líder do segmento no país deve encerrar 2010 com lucro líquido de R$ 10 milhões, o que representa uma alta de 50% perante 2009.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida) deve alcançar R$ 30 milhões, o que corresponde a um aumento de 35%. O faturamento é estimado em R$ 220 milhões, avanço de 15%. Os números foram antecipados hoje pelo presidente da companhia, Eduardo Musa.

A empresa deve encerrar o ano com uma produção de 800 mil bicicletas, o que representa um aumento de 15% em relação ao ano passado. O avanço poderia ser superior se não fosse a incapacidade de suprir a demanda. Para isso, a companhia deu início a um plano de investimento de R$ 30 milhões para modernização industrial e expansão da capacidade produtiva nos próximos três anos.

Apesar de o mercado ter se mantido estável no período, a Caloi conseguiu aumentar sua participação, que atualmente corresponde a 35% do mercado em valor. Para o próximo ano, a empresa espera atingir a marca de 1 milhão de bicicletas produzidas, o que corresponde a um crescimento de 25% em relação a 2010.

Em janeiro, a empresa vai inaugurar uma filial em Xangai, com objetivo de estreitar o relacionamento com fornecedores da China. "A China é o maior fabricante de componentes e o maior mercado consumidor. Ser a primeira brasileira com uma filial em Xangai é estratégico", disse Musa.

De acordo com o executivo, inicialmente a intenção não é exportar para o mercado chinês. Atualmente, toda a produção da Caloi é destinada ao mercado interno. A estratégia de Musa é estar presente no mercado e convencer os chineses a vir ao Brasil fabricar produtos aqui.

Na fábrica de Manaus (AM), que produz bicicletas de maior valor agregado, 35% da estrutura de custo é de artigos importados. "Queremos convencer o chinês a vir para o Brasil e fabricar aqui para então exportar com a marca Caloi", explicou.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)