! Em meio a greve, Dilma diz que visa emprego para quem não é estável - 10/08/2012 - Economia - Notícias - Valor
 

10/08/2012 - 13h18

Em meio a greve, Dilma diz que visa emprego para quem não é estável

Em meio a um forte movimento grevista de servidores federais no país, a presidente Dilma Rousseff disse hoje em Minas Gerais que, diante da crise econômica internacional, o Brasil pretende assegurar emprego "para a população mais frágil" que não tem estabilidade no trabalho.

"O Brasil sabe, porque tem os pés no chão, que ele pode e vai enfrentar a crise e passar por cima dela assegurando emprego para todos os brasileiros", afirmou.

Sem citar as greves, Dilma disse que "o que o meu governo vai fazer é assegurar emprego para aquela parte da população que é mais frágil, não tem direito a estabilidade, porque pode e esteve muitas vezes desempregada. Não queremos isso, queremos todos os brasileiros empregados, ganhando seu salário e recebendo serviços públicos de qualidade".

A paralisação, segundo as entidades sindicais, atinge 350 mil funcionários públicos federais. São servidores de universidades, policiais federais, da Receita Federal, do Incra, IBGE e de agências reguladoreas, entre outras áreas.

Dilma deu as declarações durante discurso em cerimônia no município de Rio Pardo de Minas (MG) onde anunciou a ampliação do plano Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde.

O plano foi lançado em 2004, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e incorporado pela presidente Dilma ao plano Brasil Sem Miséria. O programa, com investimento de R$ 3,6 bilhões até 2014, prevê assistência odontológica e ortodôntica aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A presidente estava acompanhada de cinco ministros, entre eles Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), uma das lideranças políticas do PT em Minas Gerais. Governador do Estado, o tucano Antonio Anastasia, usou o palanque para exaltar Minas, enquanto Dilma aproveitou para lembrar que nasceu no Estado e estava feliz de voltar às origens.

(Bruno Peres / Valor)