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11/04/2008 - 20h58

G-7 prevê período difícil para economia mundial em curto prazo

WASHINGTON, 11 Abr 2008 (AFP) - A economia mundial "continua enfrentando um período difícil, e suas perspectivas a curto prazo se deterioraram", afirmaram nesta sexta-feira os ministros das Finanças dos sete países mais industrializados do planeta, advertindo que os "emergentes" não estão a salvo.

"A agitação nos mercados financeiros mundiais permanece sendo um desafio e será mais prolongada do que prevíamos", estimaram os ministros das Finanças e governadores dos Bancos Centrais reunidos nesta sexta-feira, em Washington.

"As condições econômicas diferem de um país para o outro, mas os perigos para as perspectivas se mantêm, devido à continuidade da debilidade no mercado imobiliário, tensões nos mercados financeiros mundiais e pelo impacto internacional dos altos preços do petróleo e das matérias-primas, assim como as conseqüentes pressões inflacionárias".

"Apesar de o desempenho dos países emergentes constituir um motivo de satisfação, eles também "não estão a salvo das forças que atuam no mundo".

Os ministros de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão (G-7) aprovaram as recomendações feitas pelo Fórum de Estabilidade Financeira, para evitar que a atual crise financeira se repita.

"Apoiamos, energicamente, o relatório e nos comprometemos a aplicar suas recomendações (...) Reafirmamos nosso interesse comum em um sistema financeiro forte e estável (...) e nosso compromisso de continuar trabalhando juntos para recuperar o crescimento sustentado, manter a estabilidade de preços e assegurar um funcionamento suave e ordenado do nosso sistema financeiro".

O Fórum de Estabilidade Financeira recomendou mais transparência e melhor manejo dos riscos, assim como uma melhoria dos controles regulatórios, entre outros pontos, para ordenar o sistema financeiro.

O relatório parte da constatação de que, "para resolver a crise atual, é essencial tomar, agora, medidas para reforçar a resistência do sistema global".

Os ministros deram ainda um prazo de 100 dias aos bancos para que anunciem as perdas que sofreram com a crise hipotecária dos Estados Unidos.

Os bancos "devem revelar rápida e completamente sua exposição ao risco, depreciações de ativos e estimativas (...) de instrumentos complexos não-líquidos".

Outras recomendações ficarão submetidas a esse prazo, especialmente "o fortalecimento das práticas de administração do risco" e seu nível de "fundos próprios".

O G-7 apelou ainda às instituições financeiras que produzam "informações robustas sobre seus riscos em seu próximo boletim semestral".

Em seu comunicado final, o grupo também manifesta sua "preocupação" com as "fortes flutuações das principais moedas", por seu possível impacto na economia.

"Desde nossa última reunião (realizada em fevereiro, em Tóquio), houve, com freqüência, fortes flutuações das principais moedas, e estamos preocupados com as possíveis implicações desse fato na estabilidade econômica".

"Reafirmamos nosso interesse comum em um sistema financeiro sólido e estável (...) e continuamos monitorando de perto os mercados de divisas e cooperando da maneira apropriada".

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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