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16/06/2009 - 18h53

OCDE diz que potências econômicas evoluíram melhor que o previsto

México, 16 jun (EFE).- O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mexicano Ángel Gurría, afirmou hoje que as economias de Estados Unidos, China e Japão evoluíram melhor que o previsto nos últimos meses.

O responsável da OCDE anunciou que o organismo revisará suas projeções no próximo dia 24 e explicou que a melhora das perspectivas é atribuível aos "enormes pacotes de estímulo econômico".

Segundo disse ao término de um ato de apresentação de um relatório sobre a educação no México, a medida elevou o déficit fiscal, mas também ajudou a recuperar o emprego e a atividade econômica, como reforçou o responsável da OCDE, que agrupa os 30 países mais ricos e desenvolvidos do mundo.

Inicialmente, a OCDE previu para 2009 uma queda média de 0,3%, e uma contração econômica de 0,9% nos EUA e de 0,1% no Japão, assim como uma expansão de 8% na China.

"As circunstâncias são inéditas. É preciso entender o que está acontecendo. Antes sempre havia a quem chamar, a quem pedir apoio. Hoje, todos os países estão na oficina para conserto", indicou.

Gurría lembrou que nunca na história da organização "houve uma crise econômica em que todos os países estivessem em recessão ao mesmo tempo", como acontece agora.

A frente mais problemática continua sendo a da destruição de empregos, segundo Gurría, que antecipa um 2009 "muito ruim" no âmbito laboral.

"Algumas das manifestações (de dados negativos) em matéria de desemprego vão durar até 2010, talvez inclusive depois, porque a queda foi muito forte e em um prazo muito curto", acrescentou.

Segundo o economista mexicano, para retornar ao nível anterior à crise provavelmente devem passar "vários anos", porque primeiro é preciso conseguir cotas significativas de crescimento e sair da recessão, e depois chegar à criação de novos postos de trabalho.

Para Ángel Gurría, o que está acontecendo na economia mundial permite pensar que entre "fins de 2009 e princípios de 2010" haverá uma recuperação, embora tenha especificado que não será "um ano histórico".

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