! Venezuela aplica fortes medidas para diminuir consumo de energia - 13/06/2011 - EFE - Economia
 

13/06/2011 - 18h28

Venezuela aplica fortes medidas para diminuir consumo de energia

Caracas, 13 jun (EFE).- O Governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira medidas que vão desde a diminuição do horário dos letreiros luminosos à obrigatoriedade do uso parcial de equipes de geração autônoma em organismos públicos para racionar o consumo de energia que está em situação limite.

O vice-presidente do Governo, Elías Jaua, afirmou que o Executivo quer um "uso racional da demanda" em um ato convocado para nesta segunda-feira depois que no fim de semana passado uma falha em uma subestação do estado Zulia provocou um blecaute que deixou várias regiões do ocidente do país sem luz.

O ministro da Energia Elétrica, Alí Rodríguez, culpou o "esbanjamento típico" da sociedade venezuelana, mas disse que há elementos que justificam a maior despesa como o desenvolvimento econômico, o aumento de renda da população, o crescimento natural e a melhoria do funcionamento de transportes como a ferrovia.

Jaua informou que as instituições e os organismos públicos vão ter que tomar medidas para o uso restritivo da iluminação, refrigeração e do consumo em geral, entre outros aspectos, assim como a criação de "grupos de gestão de energia" a fim de executar e monitorar ações que evitem desperdícios.

Rodríguez lembrou que a tarifa é altamente subsidiada no país e que enquanto no ano 1999 o consumo máximo de energia foi de 10.854 megawatts (MW) em 2011 já passou para 17 mil MW e estima-se que para os meses de setembro e outubro supere os 18,5 mil MW.

Além disso, reconheceu que a falta de uma "cultura de manutenção" na Venezuela fez com que tenha 7 mil MW da rede fora de serviço.

A instalação de novas capacidades e a reabilitação de geração hoje inabilitada permitirá a geração de 9.172 megawatts para o ano que vem, disse.

O plano foi decidido após o Governo insistir nos últimos meses que não vai propor medidas de racionamento de energia este ano, após dar por encerrado o estado de emergência em 2010.

Em fevereiro de 2010, o Governo estabeleceu um racionamento do serviço com cortes programados em todo o país por período de vários meses, como consequência de uma seca que o Executivo qualificou como a pior em 45 anos.

O presidente do partido conservador Copei, Roberto Henríquez, exigiu nesta segunda-feira em entrevista coletiva que se estabeleçam "responsabilidades penais" aos responsáveis do equipamento energético do país, ao afirmar que "não é verdade que os cidadãos sejam os culpados", e que a economia nacional está decaindo.

"O problema (de geração) para este ano já devia estar resolvido", assinalou ao lembrar os anúncios após 2010.