! Retorno da volatilidade não tira o posto das ações como melhor aposta, diz analista - 29/11/2007 - InfoMoney

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29/11/2007 - 19h12

Retorno da volatilidade não tira o posto das ações como melhor aposta, diz analista

SÃO PAULO - Embora o mercado acionário global tenha demonstrado sinais de recuperação com o melhor desempenho das bolsas internacionais nos últimos dias, os impactos da crise de crédito norte-americano continuam gerando desconfiança nos investidores sobre o futuro das aplicações de renda variável.

Para o Brasil, que passa por um período de popularização das aplicações em bolsa e considerável expansão do mercado acionário, os desdobramentos da crise externa chegaram a alimentar rumores de uma possível fuga do capital estrangeiro.

Em meio a estas preocupações, Philipp Vorndran, estrategista de investimento do Credit Suisse, acredita que as ações ainda representam a melhor aposta de aplicação no médio e longo prazo. O analista ainda destacou que a economia global irá permanecer relativamente forte, sustentada pela robustez dos mercados emergentes.

Culpa do setor financeiro

Mesmo com a crença de que a economia global irá passar sem grandes marcas pela crise, Vorndran buscou destacar que mais uma vez o principal responsável pelo nervosismo generalizado é o setor financeiro.

"Muitos bancos reportaram grandes provisões no terceiro trimestre. Contudo, em alguns casos, a desvalorização dos ativos superou as previsões, e o receio agora é de que um maior número de surpresas negativas possa estar por vir.", ressalta.

Com base no fato de que não é apenas a proporção das desvalorizações que preocupa os investidores, mas também o potencial impacto da alavancagem, o estrategista acredita que as perdas globais poderão ser muito mais expressivas.

Outro tópico citado como fonte de grandes preocupações foi a inflação. Os indicadores econômicos rumam para uma desaceleração da atividade principalmente nos Estados Unidos e Europa. Ainda assim, o Credit Suisse acredita que não haverá recessão.

Foco nos emergentes

A força das economias emergentes foi relacionada como importante base para suportar o desenvolvimento da economia global. Vondran ainda disse acreditar que os problemas no mercado norte-americano provocaram um impacto muito limitado nestas regiões.

Apoiado por esta visão, o analista demonstrou sua preferência pelos mercados emergentes como destino aos investimentos, mas recomendou maior cautela e menor exposição aos mesmos.

"Não sugerimos uma saída geral dos mercados emergentes, que permanecem como nossa classe favorita de ativos, mas simplesmente recomendamos que os investidores reduzam um pouco suas elevadas ponderações, e que uma boa opção é investir nos emergentes através de empresas dos mercados desenvolvidos, pois muitas apresentam valor mais atrativo", conclui.

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