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27/06/2008 - 16h18

Internet influencia decisão de compra dos consumidores

SÃO PAULO - A internet está mudando o comportamento dos consumidores em todo o mundo. Se antes era comum ir de loja em loja atrás do melhor preço, atualmente grande parte das pessoas com acesso à rede consulta a web antes de sair para fazer uma compra, em busca de melhores preços, condições de pagamento e de informações completas sobre a mercadoria que pretendem adquirir.

De acordo com o estudo "Digital Influence Index (DII)", realizado pela européia Fleishman-Hillard International Communications, em parceria com a Harris Interactive, os consumidores estão cada vez mais propensos a buscar informações e opiniões de outras pessoas na rede quando vão adquirir produtos relacionados com cuidados de saúde ou grandes compras de eletrônicos, por exemplo.

"A internet se mostra como o mais importante meio de comunicação na vida dos consumidores atualmente", afirma o diretor-executivo da Fleishman-Hillard, Dave Senay.

Pesquisa

A mesma realidade é vista em outras partes do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a comScore, empresa de medição do mundo digital, revelou que a Gasbuddy Organization, que publica na internet a localização dos postos de combustíveis com menores preços em determinadas localidades, registrou um recorde de 2,5 milhões de visitantes únicos em maio deste ano.

No Brasil não é diferente. Segundo a Agência AutoInforme, a maioria das pessoas que procura uma revendedora para comprar um carro, já visitou todos os sites de carros e de montadoras e já fez uma pesquisa de preços e das opções de equipamentos para o modelo que deseja comprar.

Mas isso não acontece só com quem planeja comprar um carro. Uma pesquisa realizada pelo Ibope/NetRatings mostra que os consumidores, mesmo que não façam a compra via internet, entram na rede em busca de preços menores.

Compra

No entanto, apesar do grande crescimento registrado pelo comércio eletrônico, muitas pessoas ainda tem receio de comprar virtualmente. De acordo com o DII, no Reino Unido, 66% dos consumidores afirmam que a internet os ajuda a tomar melhores decisões, mas apenas 28% confiam em fornecer seus dados na rede. "Temos que estar conscientes das preocupações dos consumidores sobre a segurança e a confiança, isso reforça a necessidade de transparência das lojas com os clientes", afirma Senay.

No Brasil, a situação se repete. A pesquisa Índice de Segurança Brasil, realizada pela Unisys Corporation, revelou que três quartos dos brasileiros estão bastante preocupados com o risco do uso indevido de informações de cartões de crédito e débito em transações on-line. De acordo com os dados, o índice de pessoas muito preocupadas cresceu de 35% em agosto de 2007 para 39% em março de 2008, enquanto 37% se disseram extremamente preocupadas.

Para o consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Gastão Mattos, muitas pessoas realmente ainda têm medo de ser vítimas de um golpe relacionado ao seu cartão. "Em compras virtuais, por exemplo, esse medo diminuiu bastante, mas ainda é muito alto. Eu, inclusive, acredito que este medo barrou muito o crescimento do comércio eletrônico. Se as pessoas não ficassem receosas em fornecer os dados de seu cartão à uma loja virtual, o comércio eletrônico seria muito maior do que já é hoje".

No entanto, o consultor explica que o plástico é uma das melhores formas de se fazer uma compra virtual. "O cartão é uma garantia de segurança e privacidade daquilo que está sendo transacionado. Diferente do que muitos pensam, comprando com o cartão, você tem mais garantia da compra, porque nos outros meios de pagamento você paga pelo produto antes de recebê-lo".

Mattos afirma, ainda, que os brasileiros têm uma percepção de insegurança muito maior do que na verdade acontece. "Sempre existiu um medo muito maior do que na verdade deveria acontecer. Não estou dizendo que não existam problemas. Existem, sim. Mas, do ponto de vista estatístico, o volume de problemas não é tão grande assim".

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