! Gradual divulga carteira recomendada para os próximos dias - 29/10/2008 - InfoMoney
 

29/10/2008 - 14h35

Gradual divulga carteira recomendada para os próximos dias

SÃO PAULO - A corretora Gradual divulgou sua carteira semanal com recomendações de ações de empresas que, segundo os analistas, possuem um bom potencial de valorização para o período compreendido entre este pregão e a próxima quarta-feira (5).

"Optamos por uma carteira um pouco mais agressiva", afirmam os analistas acerca das mudanças efetuadas no portfólio. Denre as alterações, há a retirada dos ativos de American Banknote (ABNB3), Confab (CNFB4) e Telesp (TLPP4), para a entrada das ações de BMF&Bovespa (BVMF3) e Redecard (RDCD3), pela crença de que as duas últimas subirão no curto prazo.

Outras duas modificações foram realizadas pela corretora: a redução dos pesos tanto para os papéis da Vale (VALE5) quanto para os da Petrobras ( PETR4) e a troca dos ativos ordinários da Cemig ( CMIG3, CMIG4) pelos preferenciais, elevando inclusive a participação em carteira.

Mais de 50 mil pontos?

Apesar da crise de liquidez, a instituição financeira acredita ser plenamente viável o Ibovespa atingir a meta de 50 mil pontos ao final de dezembro de 2009, o que corresponde a um potencial de valorização de 50% para o índice brasileiro.

Para fundamentar a tese, os analistas da Gradual trabalham com as seguintes projeções: barril de petróleo com cotação de US$ 70,00, redução de aproximadamente 20% no preço do minério de ferro e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5%. Tal conservadorismo favorece a ocorrência de surpresas positivas, o que justifica a estimativa de que o Ibovespa superará a barreira dos 50 mil pontos.

Confira as recomendações

Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso P/L 08E**
BM&F Bovespa BVMF3 R$ 15,50 241% 10% 13,4
Cemig CMIG4 R$ 48,00 109% 15% 7,1
Usiminas USIM5 R$ 95,00 259% 20% 3,7
AES Tietê GETI4 R$ 20,90 42% 10% 8,7
Bradesco BBDC4 R$ 40,20 84% 10% 7,6
Petrobras PETR4 R$ 54,00 169% 5% 5,6
Vale VALE5 R$ 56,40 146% 10% 7,8
Redecard RDCD3 R$ 97,50 86% 10% 14,1
MRV Engenharia MRVE3 R$ 45,20 326% 5% 4,9
WEG WEGE3 R$ 27,00 148% 5% 9,6


*Potencial de valorização com base em 29 de outubro **Preço/Lucro - relação entre preço atual e ganho projetado para 2008

Por que essas sugestões?



  • Petrobras

    A despeito das condições macroeconômicas adversas, com incertezas frente ao petróleo e o câmbio, a corretora justifica sua recomendação para a estatal pela forte liquidez do papel, que favorecerá o movimento de recuperação da cotação, e por entender que o preço atual da ação não reflete adequadamente seus fundamentos.

  • Usiminas

    Considerada a top pick pela corretora dentre as ações do setor siderúrgico, devido à sua estratégia de negócios, voltada em maior parte para o mercado interno, além do seu baixo nível de endividamento e sua posição de liderança nos vários segmentos de atuação.

  • Vale

    De acordo com os analistas, o resultado da Vale no terceiro trimestre deste ano - bem acima do consenso de mercado, reforçou o sentimento de que a brutal queda na cotação dos ativos da mineradora é injustificável, mesmo diante da possibilidade de recuo do preço do minério de ferro em 2009. A manutenção de sua estratégia de investimentos, de US$ 14 bilhões para 2009, e o anúncio do plano de recompra evidenciam o forte potencial dos ativos.

  • AES Tietê

    Além da estabilidade proporcionada pelo seu segmento de atuação (parte de geração de energia do setor elétrico), contratos ajustados pelo índice de inflação IGP-M e baixos níveis de endividamento denotam uma boa opção de investimento, afirma a corretora.

  • WEG

    De acordo com os analistas, a receita da WEG deverá ser favorecida pela valorização do dólar frente ao real, aliada ao posicionamento confortável de seu caixa, que poderá suportar períodos de restrição na oferta de crédito.

  • MRV Engenharia

    Apesar das dúvidas quanto ao volume de crédito para o setor imobiliário, a forte desvalorização dos papéis reduziu consideravelmente os múltiplos da empresa. Além disso, a companhia conta com fontes mais estáveis de crédito, como o SFH. Outro ponto de destaque é a manutenção do guidance de lançamentos e vendas contratadas para este ano.

  • Cemig

    A corretora evidencia a estratégia agressiva de investimentos da Cemig, que revisou seu plano, aumentando em 37% as previsões para os próximos períodos. A aprovação da Aneel da implantação da hidrelétrica de Santo Antônio permitirá que a companhia se beneficie de preços mais elevados. Quanto à troca, os analistas justificam-na pelo desconto atual das ações ordinárias frente às preferenciais, de 30%, lembrando que os dois tipos de ações pagam o mesmo dividendo e que, historicamente, o gap entre as cotações não ultrapassa 10%.

  • Bradesco

    A corretora destaca que o Bradesco apresentou um sólido resultado no terceiro trimestre deste ano, já sinalizando o efeito benéfico de um movimento de "flight do quality" dos agentes financeiros em busca de aplicações menos arriscadas em bancos de maior porte. Tal quadro de concentração e de possível consolidação dentro do setor favorecerá a posição de liderança do Bradesco, segundo os analistas.

  • BM&F Bovespa

    Para a instituição, o valor de mercado não reflete adequadamente os fundamentos da empresa. Além disso, a BM&F Bovespa é uma das maiores bolsas do mundo e poderá se beneficiar da perspectiva de concentração e consolidação do setor em termos mundiais, sendo um centro de liquidez para ações de empresas da América Latina.

  • Confab

    Além da carteira de pedidos, avaliada em aproximadamente R$ 2 bilhões, e da sua posição de caixa, a corretora destaca o projeto de exploração do pré-sal, a ampliação da produção da Petrobras como os principais drivers para valorização dos ativos.

  • Redecard

    Os bons números divulgados no terceiro trimestre, com avanço de 47,3% no lucro líquido recorrente e 27,4% na receita operacional líquida, contribuem para a recomendação. Ademais, a empresa tem uma política de dividendos atrativa e possui o potencial de crescimento de aceitação de cartões, dada a expectativa de que haverá maior utilização de meios eletrônicos de pagamento em detrimento do uso corrente da moeda.