! Para analistas, compra da Cimpor pela CSN será vantajosa - 18/12/2009 - Lusa - Economia
 

18/12/2009 - 16h53

Para analistas, compra da Cimpor pela CSN será vantajosa

São Paulo, 18 dez (Lusa) ? A aquisição da Cimpor por parte da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) trará vantagens para as duas empresas, com ganhos de sinergia, afirmaram nesta sexta-feira analistas consultados pela Agência Lusa.

"É uma operação de ganha-ganha e se eu fosse acionista da Cimpor estaria confortável por causa da complementaridade das empresas", disse Sílvio Paixão, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

O acadêmico, que também é engenheiro especializado em metalurgia, destacou que a escória de aciaria, um dos subprodutos da produção de aço, é matéria-prima para a fabricação de cimento.

"A sinergia é total, a operação tem toda a lógica do mundo, com a diversificação dos produtos da CSN sem fugir da sua principal atividade", disse.

A aquisição permitirá ainda a "aceleração" do processo de internacionalização da companhia brasileira como uma multinacional dos setores de aço e cimento.

Henrique Campos, analista da empresa de consultoria BDO Trevisan, afirmou que a operação permitirá a entrada da CSN, "com força", no setor de cimento, com a compra de um importante participante do mercado mundial.

"O Brasil tem uma procura reprimida por décadas, é muito carente de obras de infraestruturas e de moradias, o que torna promissor o futuro do mercado de cimento", afirmou.

"Por isso, também é um bom negócio para a Cimpor porque o mercado brasileiro tem um potencial maior de crescimento do que o europeu", acrescentou Campos.

Atualmente, a CSN finaliza a implantação de sua primeira unidade de produção de cimento no Brasil, com capacidade para 2,5 milhões de toneladas, a partir de 2011.

A empresa também detém a mina de Casa de Pedra, com reservas de minério de ferro de elevado grau de pureza, que garantem a autossuficiência para produção siderúrgica e exportação.

A CSN possui ainda ativos na produção de energia elétrica, em logística, com a participação em caminhos de ferro e portos, que permitem a integração de seus negócios.