! Renda familiar em Portugal tem queda de 1,1% até 3º tri - 29/12/2009 - Lusa - Economia
 

29/12/2009 - 17h31

Renda familiar em Portugal tem queda de 1,1% até 3º tri

Lisboa, 29 dez (Lusa) ? A renda disponível das famílias em Portugal caiu 1,1% no ano que encerrou no terceiro trimestre de 2009, influenciada pela queda nas remessas dos emigrantes e pela dissipação do efeito da antecipação da restituição de impostos de renda, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatísticas português (INE).

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais, publicadas nesta terça pela instituição, a renda disponível das famílias caiu 1,1% nos 12 meses até o final do terceiro trimestre de 2009 (variação em cadeia), quando no ano que terminou no segundo trimestre a variação foi positiva e de 1%.

O INE explica que a queda no rendimento ocorreu por três fatores: a dissipação do efeito de antecipação de reembolsos em sede de imposto de renda, a continuação da variação negativa dos rendimentos líquidos de propriedade (devido à redução das taxas de juro passivas) e o saldo negativo das transferências correntes com o resto do mundo.

No último ponto, evidenciando as dificuldades da atual conjuntura, um dos elementos que afetaram negativamente a renda foi a diminuição nas remessas dos emigrantes para Portugal, que caíram 4,4%, enquanto as transferências de imigrantes para fora do país subiram 0,4%.

Apesar da redução na renda disponível, a taxa de poupança das famílias (percentual do dinheiro poupado no total do rendimento disponível) não sofreu grandes mudanças.

A taxa de poupança das famílias ficou em 8,3% no ano que terminou no terceiro trimestre, enquanto no período de 12 meses concluído no segundo trimestre se situava nos 8,5%, variação menos significativa explicada pela queda no consumo final de 0,8%.

Os recursos gerados pelas poupanças das famílias e o saldo das transferências de capital recebidas terminaram no terceiro trimestre com variação de -3,5%, uma evolução compensada pela redução do investimento, explicou o Instituto.

Assim, a capacidade de financiamento das famílias se manteve, sendo que seu peso no Produto Interno Bruto (PIB) continua sendo de 3,2%.