! Sindicalização protege imigrantes, diz comissária lusa - 30/12/2009 - Lusa - Economia
 

30/12/2009 - 14h23

Sindicalização protege imigrantes, diz comissária lusa

Lisboa, 30 dez (Lusa) - A sindicalização ajuda os imigrantes a conhecerem "ainda melhor" seus direitos e a ficarem "protegidos", afirmou a alta comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rosário Farmhouse, em declarações sobre um protocolo formalizado nesta quarta-feira com a União Geral de Trabalhadores de Portugal (UGT).

Ela explicou que o protocolo concretiza uma medida prevista no Plano para a Integração dos Imigrantes, e lembrou que o trabalho é o "motor" de quem sai de seu país em busca de melhores condições de vida.

Através da sindicalização, os imigrantes poderão "conhecer ainda melhor os direitos e deveres" e ficarão mais "protegidos", já que muitas vezes desconhecem os mecanismos de defesa a seu dispor, disse.

A parceria formalizada nesta quarta visa sensibilizar os imigrantes para a sindicalização como "forma de defesa dos seus direitos trabalhistas e como meio de integração social na sociedade portuguesa".

No âmbito deste protocolo, será produzido material informativo e serão promovidas ações de formação pelas duas entidades.

A parceria começa investindo nos polos de atendimento já em funcionamento, e nos outros previstos até julho, da UGT, em todo o país.

Farmhouse explicou que espera que, em breve, a outra grande central sindical, a CGTP, também formalize uma parceria com o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (Acidi).

O secretário-geral da UGT, João Proença, destacou o envolvimento da central sindical na política de imigração e na integração de imigrantes, em particular.

Ele afirmou que a taxa de sindicalização entre imigrantes é inferior a 5%, até porque, na maior parte das vezes, eles estão concentrados em zonas e trabalhos com baixo percentual de adesão ao sindicalismo: construção civil, agricultura e restauração.

Também lembrou que as pessoas que vêm de países da Europa central ainda têm uma imagem negativa do sindicalismo. Por outro lado, os imigrantes da África viviam em economias informais, onde não há centrais sindicais.

O sindicalista afirmou que a lei portuguesa é avançada e "promove a igualdade", mas é preciso que seja efetiva, e esse é um dos objetivos do protocolo assinado nesta quarta no Acidi.

Proença acredita que, atualmente, de 8% a 10% da população ativa em Portugal seja imigrante.