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16/04/2009 - 08h17

Para Bradesco, BB sozinho não derrubará spreads

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 16 de abril (Reuters) - A disposição mostrada pelo Banco do Brasil de derrubar as taxas de juros de financiamentos, graças a spreads menores, não vai empurrar os grandes bancos privados na mesma direção, segundo o vice-presidente corporativo do Bradesco, Norberto Barbedo.

"Os spreads não subiram apenas porque os bancos quiseram, mas porque houve estreitamento da liquidez e aumento do risco. E vão cair à medida que esses fatores forem resolvidos", disse o executivo em entrevista à Reuters na quarta-feira. "A atuação isolada do BB não vai mudar o mercado."

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No início da semana, o novo presidente do BB, Aldemir Bendine, que no dia 23 assume o comando do banco no lugar de Antonio Francisco de Lima Neto, afirmou que pretende atuar agressivamente para derrubar os spreads, a diferença entre a taxa de captação de recursos e a cobrada nos empréstimos.

Desde então, as ações de bancos privados vêm caindo em meio à avaliação de analistas de que as margens de ganhos do setor podem cair, caso a atuação do BB provoque um efeito em cadeia.

Segundo Barbedo, existe uma tendência de queda dos spreads. Porém, conforme o vice-presidente do Bradesco, o movimento se deve às medidas tomadas pelo Banco Central para amortecer a crise financeira e econômica global - que travou as operações de crédito no mundo todo, inclusive no Brasil.

O Bradesco mantém a expectativa de expansão de cerca de 15% de sua carteira de crédito em 2009, apostando na retomada da economia doméstica a partir do terceiro trimestre. "Dentro de até três meses a situação deve ser revertida. O pior já passou", afirmou Barbedo.

Sem entrar em detalhes, ele revelou que a carteira de crédito do Bradesco teve leve crescimento no primeiro trimestre de 2009, ao mesmo tempo em que os níveis de inadimplência cresceram.

Para enfrentar o cenário mais arredio, o banco está ampliando a aposta em produtos com menor risco de inadimplência. Uma das principais é uma linha que permite a empresas de menor porte receber de forma antecipada recursos pelo fornecimento de produtos a clientes maiores.

"Como as garantias são melhores, as taxas cobradas são quase metade das cobradas no desconto de recebíveis que vão de 3% a 3,5% ao mês", disse Barbedo.

Desde fevereiro, quando criou a linha, o Bradesco já desembolsou 300 milhões de reais por esse canal. A meta é que esse volume chegue a 3 bilhões de reais até dezembro.

(Edição de Cesar Bianconi)

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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