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01/11/2011 - 14h10

Compras aceleram e dólar sobe quase 3%, cotado a R$ 1,75

SÃO PAULO - Depois de um breve recuo, as ordens de compra voltaram a aumentar no câmbio local, com o dólar avançando mais de 2,5%. Ainda assim, os preços ainda estão longe das máximas registradas pela manhã, quando a alta passou de 3,4%.

Por volta das 14 horas, o dólar comercial registrava valorização de 2,69%, a R$ 1,750 na venda. Na máxima o preço foi a R$ 1,763.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para dezembro tinha valorização de 1,87%, a R$ 1,7635, após subir a R$ 1,775.

O ajuste de preço no mercado à vista é mais acentuado, pois esse mercado escapou da forte puxada de preço registrada no fim do pregão de segunda-feira pelos contratos futuros de dólar. A moeda para dezembro mostrava alta de 2,66%, a R$ 1,731, antes do ajuste final de ontem.

Tal comportamento do dólar não é exclusividade do mercado local. A moeda americana ganha força no mundo conforme cresce a incerteza envolvendo o plano de resgate da Grécia. A preocupação que volta à tona é de um calote desorganizado do país, conforme o governo pretende consultar a população a cerca do projeto delineado na semana passada.

Segundo o primeiro-ministro grego, George Papandreou, em um assunto que determina o futuro do país, o cidadão tem a primeira palavra. Ele disse ainda que vai submeter sua gestão a um voto de confiança do Parlamento.

As expectativas se voltam, agora, ao encontro do G-20, que acontece a partir de quinta-feira. A reunião de líderes deve ser pautada pelo debate da crise na Europa e também se espera algum progresso nas discussões sobre a entrada de economias emergentes nas ações para conter a piora de ambiente.

Amanhã, o foco dos investidores está voltado à reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e aos comentários de seu presidente, Ben Bernanke.

No câmbio externo, o Dollar Index (DXY), que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas, subia 1,33%, a 77,52 pontos, enquanto o euro recuava 1,44%, a US$ 1,365.

A volatilidade voltou a subir, com o VIX, índice que mede a variação das opções no mercado americano, ganhando mais de 20%, para 35,99 pontos.

Nas bolsas as vendas voltaram a se acentuar. Dow Jones e S&P 500 caíam 2,4% e 2,8%, respectivamente. Por aqui, o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), perdia 2,60%.

(Eduardo Campos | Valor)

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