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01/11/2011 - 15h30

Diebold fabrica 2 mil caixas para o Santander

SÃO PAULO - A Diebold Brasil fechou contrato com o banco Santander para a entrega de 2 mil caixas eletrônicos (ATMs), entre novembro e dezembro. Esse é o segundo maior contrato assinado pela companhia neste ano, depois de uma encomenda de 2,2 mil ATMs para a Tecnologia Bancária SA (TecBan), afirma Carlo Benedetto, diretor de marketing e vendas da Diebold.

O Santander é o terceiro maior banco privado do país, com 9 milhões de contas correntes ativas. A sua rede é composta por 3,7 mil agências e postos de atendimento e 18,3 mil máquinas de autoatendimento.

Os ATMs serão produzidos na fábrica que a Diebold mantém em Manaus. Do total encomendado pelo Santander, 80% serão para renovação do maquinário e o restante será destinado à expansão do parque de máquinas do banco. "Parte dos ATMs serão destinados a novas agências, postos de atendimento bancário e a pontos externos", afirma Benedetto.

De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), existem no país 178 mil equipamentos em uso. Em média, as instituições financeiras trocam 25 mil ATMs por ano. A Diebold mantém uma participação de mercado de 60% e tem enfrentado uma concorrência acirrada no país, com competidores como NCR, Itautec e Perto.

De acordo com o executivo, os bancos têm procurado renovar o seu parque de máquinas das agências bancárias com ATMs mais robustos e menos suscetíveis a ataques como arrombamentos e explosões com dinamite. "As máquinas duram de sete a dez anos, mas os bancos têm procurado trocar antes as máquinas para incluir funções de segurança", afirma Benedetto.

Ao mesmo tempo, por conta dos ataques recentes em caixas eletrônicos, os bancos estão freando o processo de expansão de caixas em pontos externos, como lojas de conveniência e postos de gasolina. "Não houve mudanças nas encomendas já feitas, mas a expansão que era esperada para este ano, foi postergada", afirma Benedetto.

Seguindo tendência contrária, as cooperativas de crédito ampliaram as encomendas, de acordo com o executivo. O setor tem uma base de máquinas entre 4 mil e 5 mil. "A base é pequena, mas as compras têm registrado um crescimento expressivo", diz o executivo.

A Diebold também entrega, entre novembro e dezembro, uma encomenda de 117 mil urnas eletrônicas encomendas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no fim do ano passado. "O ano passado foi atípico em encomendas de urnas, terminais lotéricos e ATMs. Neste ano, voltamos à normalidade", afirma Benedetto.

No terceiro trimestre, a Diebold registrou uma queda em seu lucro líquido global de 5,2%, para US$ 41,8 milhões. O lucro por ação baixou para US$ 0,65 por ação, ante US$ 0,66 no terceiro trimestre do ano anterior. A receita também teve uma queda de 5,2%, para US$ 709,3 milhões.

O resultado foi associado a um impacto do câmbio positivo de aproximadamente 3% e a queda nas vendas para o Oriente Média e América Latina, onde o Brasil registrou uma redução nas encomendas de urnas eletrônicas de US$ 36,4 milhões. A receita total no país caiu 31%, para US$ 170,4 milhões.

(Cibelle Bouças | Valor)

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