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01/11/2011 - 16h00

Referendo grego faz bolsas europeias desabarem

SÃO PAULO - A decisão do primeiro-ministro grego, George Papandreou, de realizar um referendo para aprovar as medidas acertadas na semana passada entre os líderes da zona do euro pegou os investidores de surpresa nesta terça-feira.

O referendo reacendeu os temores sobre o risco de calote do país, caso o povo grego rejeite as medidas de aperto fiscal. Os sinais de desaceleração da economia chinesa também foram fator de preocupação.

Entre as principais bolsas da região, o índice FTSE 100 de Londres perdeu 2,21%, para 5.421 pontos; em Paris, o CAC 40 despencou 5,38%, para 3.068 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 5,00%, para 5.834 pontos; e em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 6,80%, para 14.928 pontos.

O referendo coloca em risco o acordo firmado na semana passada, quando líderes europeus reunidos em Bruxelas concordaram ampliar os poderes do fundo de resgate do euro e recapitalizar os bancos europeus, além de definirem um corte de 50% na dívida grega em poder de credores privados.

"Este será o referendo: o cidadão será chamado para dizer um grande 'sim' ou um grande 'não' ao novo acordo de financiamento", disse Papandreou, ontem, em discurso aos membros do Partido Socialista no Parlamento. Ele também exigiu um novo voto de confiança para o seu enfraquecido governo.

Aparentemente, o anúncio pegou a maioria dos parlamentares de surpresa. O primeiro-ministro não forneceu uma data, nem detalhes sobre a proposta de referendo para o acordo, que será o primeiro da Grécia desde 1974 quando a monarquia foi abolida por uma esmagadora maioria meses após o colapso da ditadura militar.

O mercado também analisou o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China, que recuou para 50,4 em outubro, de 51,2 em setembro. O índice veio bem abaixo da mediana das previsões feitas por analistas, de 51,7 para outubro.

Entre as principais baixas do dia, as ações do Credit Suisse caíram 8,2% após o banco suíço anunciar uma reorganização interna, o que inclui o corte de 1,5 mil empregos.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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