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Planalto reagiu após edição de mais de 820 normas estaduais e municipais

Presidente mudou o tom e pediu união com governadores - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Presidente mudou o tom e pediu união com governadores Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

24/03/2020 09h05

Somente na última semana os governos estaduais e municipais editaram mais de 820 atos e normas como reação a pandemia do coronavírus. O número elevado de ações e o receio de que elas pudessem gerar problemas de abastecimento no país incomodaram o governo federal.

Diante da acusação de alguns governadores - principalmente João Doria (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro) - de que o presidente Jair Bolsonaro não tinha controle da crise ontem o governo fez uma série de anúncios para os estados e o presidente mudou o tom ao tentar arrefecer a crise com outros entes federativos.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, porém, antes dos anúncios, coube a secretária especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo, Deborah Macedo Arôxa, fazer o contato com os governos estaduais e com outros auxiliares do ministério da Economia e da Saúde para que o pacote em negociação saísse do papel.

"O presidente relatou preocupação muito grande porque começaram a ser publicados atos de alteração legislativa entre estados e municípios. Só na última semana foram mais de 820 atos", afirmou a secretária à coluna.

"Nós começamos a ampliar e construir pontes de diálogo, já que a elevação de casos no país trouxe maior preocupação ao governo federal. O importante agora é que todos os entes precisam se unir e acalmar o país, e não deixar posições partidárias falarem mais alto", avaliou Deborah, que recebeu do ministro Luiz Eduardo Ramos a missão de telefonar para os governadores e agendar as reuniões que começaram a ser realizadas nesta segunda-feira.

Reuniões por videoconferência

Ontem, o presidente fez reuniões com governadores do Nordeste e do Norte. Hoje pela manhã estão previstas as reuniões com representantes do Centro Oeste e da região Sul.

Somente na quarta-feira é que deve acontecer a conversa com os estados do Sudeste, que inclui os governadores Doria e Witzel.

Segundo a secretária, o objetivo das reuniões é buscar consenso e harmonia independente de posicionamentos políticos. "Não precisamos de pânico, a palavra do momento tem que ser união", afirmou.

Deborah disse ainda que além das reuniões entre as altas autoridades, técnicos e secretários terão encontros por videoconferência diariamente a partir de hoje. "Independentemente da bandeira partidária todos estão e devem estar mobilizados no combate ao Covid 19", declarou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.