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Carla Araújo


Carla Araújo

Colecionadores fazem fila no Banco Central para pegar nova nota de R$ 200

02.setembro.2020 BC divulga cédula de R$ 200 - Banco Central/Divulgação
02.setembro.2020 BC divulga cédula de R$ 200 Imagem: Banco Central/Divulgação
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

02/09/2020 17h13Atualizada em 02/09/2020 18h35

Horas antes de o Banco Central (BC) colocar em circulação a nova cédula de R$ 200, alguns colecionadores fizeram fila na porta da instituição, em Brasília, para garantir que conseguiriam trocar a nota.

O desejo dos colecionadores, de guardarem os primeiros exemplares da cédula, vai de encontro ao que tem pedido o BC, que tem tentado baixar no país a taxa de entesouramento. Essa, aliás, foi uma das justificativas do banco para colocar a nova moeda em circulação. Segundo o BC, com a pandemia do coronavirus, muitos cidadãos passaram a guardar dinheiro em casa e diminuiu a circulação de moeda em espécie.

Antes do lançamento oficial, o Banco Central informou que, nesta quarta-feira (2), a partir das 13h40, haveria disponibilidade de caixas bancários do edifício-sede em Brasília para a troca de moedas. O horário coincidia com a apresentação da moeda à imprensa.

O Bombeiro Militar do Distrito Federal, Athos Camargo, foi o primeiro a chegar na fila, um pouco antes das 10 horas. Ele justificou a ansiedade em conhecer a nota por conta do mistério feito pelo BC, que não revelou a imagem, o tamanho nem a cor antes de hoje.

"Foi guardado total sigilo e os colecionadores estão bem ansiosos", disse Camargo. Segundo ele, alguns amigos colecionadores fizeram encomendas. "Vou ver se tem limite, mas não preciso de muitas", afirmou.

O BC não informou se haveria algum tipo de limitação nas trocas. O fato é que a fila, apesar de existir, era pequena. Não tinha mais do que 15 pessoas. Os colecionadores intercalaram a fila com a imprensa, que só pode fazer imagens fora do prédio do BC. Não foram permitidas imagens dentro da instituição, no momento da troca.

Justamente por isso, Athos Camargo brincou que estava tendo um dia de estrela. Na saída, ele posou para as fotos e mostrou para as câmeras a nota já com uma proteção. "Ele trouxe esse envelopinho para preservar a cédula. A gente não coloca a mão para não engordurar", afirmou.

O segundo da fila era o aposentado José Martins Pereira. Ele chegou por volta das 10h30. "Vim para pegar só duas notinhas, pois sou colecionador". Ao ser questionado como era a sua atual coleção, Pereira respondeu que ainda é iniciante na prática. "Eu ainda sou iniciante, ainda tenho muita coisa para adquirir", disse.

Segurança também em aplicativo

A nota de R$ 200 tem um tamanho similar à de R$ 20. Apesar de começar a circular hoje, o BC já vem alertando para possibilidade de golpes.

Há alguns itens de segurança na cédula que devem ser levados em conta para evitar falsificação. Uma forma simples é colocar a nota contra a luz para ver a marca d'água. No caso da nota de R$ 200, a marca d'água também traz a imagem do Lobo-Guará.

O BC disponibiliza ainda o aplicativo chamado "Dinheiro Brasileiro", que permite que a autenticidade de cédulas seja verificada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Carla Araújo