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Polícia prende 49 suspeitos de usar telefone para fraudar concurso no Pará

Aliny Gama

Colaboração para o UOL em Maceió

A Polícia Militar prendeu em flagrante 49 pessoas --47 adultos e dois adolescentes-- que estariam usando telefone celular durante as provas do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, realizado no último domingo (24). O incidente aconteceu em uma escola no bairro do Tenoné, distrito de Icoaraci, na capital paraense. 

A prova teve 60 questões de múltipla escolha --cada pergunta continha cinco opções de resposta, listadas de A a E, e o candidato deveria apontar qual considerava ser a correta.

Segundo a polícia, um dos acusados terminou a prova antes e, com apoio de comparsas, enviaria as respostas por celular para candidatos que haviam contratado o "serviço". 

O concurso para o Corpo de Bombeiros do Pará oferece 300 vagas para soldado e 30 para oficiais, com salários de R$ 2.901,35 e R$ 5.849,34, respectivamente. Ao todo, houve 42.357 inscritos. 

O grupo deve ser indiciado por tentativa de fraude em certame de interesse público, com pena de 1 a 4 anos de prisão.

Concurso será mantido

Apesar da suspeita de fraude, a Secretaria de Administração do Pará afirmou que a tentativa de fraude não interferiu no resultado da prova.

Por isso, segundo a secretaria, o concurso está mantido, seguindo o cronograma publicado no edital, e a divulgação dos resultados da prova objetiva continua prevista para 22 de fevereiro.

As provas foram aplicadas também nas cidades de Santarém, Marabá e Altamira e, segundo a Consulplan, empresa organizadora do concurso, não foram registrados incidentes nesses lugares.

Gabarito na lousa

Policiais militares filmaram o momento em que entram em uma sala de aula, onde era aplicada a prova, e abordam os candidatos. 

Nas imagens, algumas pessoas aparecem usando fones de ouvido e portando celulares. Um suposto gabarito aparece escrito na lousa.

Segundo a polícia, apesar de as respostas terem sido escritas na lousa dessa sala, as respostas seriam enviadas por celular para candidatos que estavam em outras salas também.

Respostas erradas

A organizadora do concurso afirma que foram aplicadas quatro tipos de provas diferentes: branca, verde, amarela e azul. As perguntas eram as mesmas, mas estavam distribuídas em ordem diferente em cada prova, para evitar fraudes.

O gabarito encontrado com os suspeitos continha apenas sete acertos em relação a um tipo de prova (a prova verde) e não permitira que o candidato fosse aprovado, segundo o governo do Pará.

"(...) não há demonstração de que o certame seja maculado. Por isso, o concurso está mantido", afirmou Alice Viana, secretária de Administração do Estado, segundo notícia divulgada no site do governo. 

"Infelizmente as pessoas que compraram o resultado foram enganadas, já que o indivíduo não conseguiria repassar um gabarito que interferisse no resultado do concurso", disse o delegado geral da polícia civil, Rilmar Firmino.

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