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Brasil cria 1 milhão de vagas com carteira assinada no 1º semestre

O Brasil criou 157 mil empregos com carteira assinada em junho, apontam dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O que aconteceu

O saldo de 157.198 mil empregos no mês é o resultado de 1.914.130 admissões e de 1.756.932 desligamentos. O governo revisou os números de maio para 155.123 novos empregos formais.

No comparativo com junho de 2022, queda foi de 44,8%. No mesmo mês do ano passado, foram criadas 285.009 vagas. Frente a maio deste ano, a alta foi de 1,3%.

Resultado de junho veio um pouco abaixo do esperado. A mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de saldo positivo de 162 mil vagas.

No acumulado no ano, o Brasil criou 1.023.540 mil empregos formais. O número é 26% menor que o registrado no 1º semestre do ano passado. Nos primeiros cinco meses de 2022, o saldo foi de 1.388.010.

Nos últimos 12 meses, o saldo foi de 1.651.953 vagas com carteira assinada criadas. Número de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a 43,5 milhões em junho.

Salário médio de admissão foi de R$ 2.015,04. Com isso, houve uma alta real (descontada a inflação) de R$ 12,47 na comparação com o mês anterior (R$ 2.002,57). Na comparação com junho do ano passado houve alta de 1,9%. Naquele mês, o salário médio de admissão foi de R$ 1.980,44.

Setor de serviços puxou a abertura de vagas no mês. Foram 76.420 postos formais. Na sequência, ficou a agropecuária, com 27.159 vagas. Já a construção civil gerou 20.953 vagas em junho, enquanto houve um saldo de 20.554 contratações no comércio. Na indústria geral, foram 12.117 vagas.

O que é o Caged?

Os dados do Novo Caged se referem apenas às vagas com carteira assinada. Como as companhias podem atualizar as informações de contratações e desligamentos de maneira retroativa, os dados podem variar de mês a mês. O levantamento não capta os dados do mercado de trabalho informal, como a Pnad Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por exemplo.

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Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo eSocial. Atualmente, todas as empresas estão obrigadas a declarar as movimentações de trabalhadores formais por meio do eSocial. Com a mudança, a metodologia do Novo Caged passou a ser composto por informações captadas dos sistemas eSocial, Caged e Empregador Web.

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