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Taxa de desemprego cai e fica em 7,6% no trimestre encerrado em outubro

Imagem: Matheus Sciamana/PhotoPress/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

30/11/2023 09h06

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 7,6% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados mensais da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que foram divulgados hoje pelo IBGE. Houve um recuo de -0,3 ponto percentual em relação aos três meses anteriores. É a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2015.

Entenda os dados

O país tem hoje cerca de 8,3 milhões de pessoas desocupadas. O dado mostra uma redução de 3,6% (261 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.

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Já a população ocupada foi de 100,2 milhões de pessoas no período. Trata-se do maior contingente desde o início da série histórica, no 1º trimestre de 2012. O nível da ocupação do país foi estimado em 57,2%, uma alta de 0,4 p.p. ante o trimestre de maio a julho.

O período registrou 37,4 milhões de empregados com carteira de trabalho no setor privado. Também é o maior contingente desde janeiro de 2015, quando registrou 37,5 milhões. Houve um crescimento de 1,6% (mais 587 mil) em comparação ao trimestre anterior e uma alta de 3% (1,1 milhão de pessoas) no comparativo interanual.

O número de trabalhadores por conta própria foi de 25,6 milhões de pessoas. É um aumento de 1,3% (mais 317 mil) frente ao trimestre anterior.

O número de empregados sem carteira no setor privado ficou estável e fechou em 13,3 milhões. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, o dado mostra que "tanto empregados como trabalhadores por conta própria contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre".

A taxa de informalidade também se manteve relativamente estável. Foi de 39,1% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais) contra 39,2% no trimestre anterior e 39,1% no mesmo trimestre do ano passado.

O rendimento real habitual foi de R$ 2.999; um crescimento de 1,7% no trimestre e 3,9% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 295,7 bilhões) atingiu novo recorde da série histórica (uma alta de 2,6% ante o trimestre anterior e 4,7% na comparação anual).

O aumento é explicado pela expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, que costumam ter rendimentos maiores. "Ou seja, a leitura que podemos fazer é que há um ganho quantitativo, com um aumento da população ocupada, e qualitativo, com o aumento do rendimento médio", diz Adriana.

Entre as atividades econômicas, o único grupo que apresentou crescimento entre os trimestres foi o de Transporte, armazenagem e correio. Houve uma expansão de 3,2%, ou mais 172 mil pessoas.

No entanto, na comparação interanual, houve alta em quatro dos grupos analisados pela pesquisa. São eles: Transporte, armazenagem e correio (5,4%, ou mais 283 mil pessoas), Alojamento e alimentação (7%, ou mais 365 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,2%, ou mais 508 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais 439 mil pessoas).

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