PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Planalto tem cuidados mínimos e servidores seguem expostos a coronavírus

25.nov.2019 -  Jair Bolsonaro durante solenidade do Dia do Enfrentamento à Violência contra a Mulher, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress
25.nov.2019 - Jair Bolsonaro durante solenidade do Dia do Enfrentamento à Violência contra a Mulher, no Palácio do Planalto Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

17/03/2020 15h08Atualizada em 17/03/2020 15h27

Algumas das recomendações para evitar a propagação do coronavírus não estão sendo seguidas no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro segue classificando a pandemia como "histeria" e, enquanto isso, funcionários da sede do Executivo continuam expostos a riscos de contaminação. Atualmente, há cerca de 3 mil servidores, incluindo os terceirizados, que trabalham diariamente no mesmo local que o presidente.

A reunião do comitê do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, por exemplo, reuniu na manhã desta terça-feira diversos secretários executivos para debater ações para a não disseminação da doença. Um das recomendações do Ministério da Saúde é justamente evitar aglomerações e encontros em salas fechadas.

Há pouco, o porta-voz da presidência, general Otávio do Rêgo Barros, informou que as próximas reuniões serão realizadas por vídeo-conferência.

Alguns funcionários terceirizados que trabalham na limpeza do Planalto reclamam da falta de equipamentos como máscaras e relatam receio à exposição na limpeza de banheiros, por exemplo. A responsável pelos funcionários - que são terceirizados - informou que todos estão sendo orientados a ter os cuidados básicos, de lavar as mãos, a usar mais álcool gel.

Além disso, salientou que a limpeza do Planalto está reforçada com maior atenção às maçanetas e aos telefones. Sobre o uso de máscaras por funcionários, a compra ainda não foi autorizada, mas, segundo a Secretária-Geral, responsável pelo funcionamento do Planalto, a orientação do Ministério da Saúde é que só pessoas infectadas usem os materiais. Na compra de álcool gel, o Palácio já gastou R$ 4 mil.

Segundo a Secretaria-Geral, o Planalto já possui equipamentos para uso de álcool gel, que foram ampliados e são repostos a todo momento. "Não há falta de álcool gel no Palácio do Planalto", diz a assessoria.

Normas com medidas de proteção

Nesta terça-feira, o governo federal, por meio do Ministério da Economia, publicou uma norma para regularizar a dispensa de funcionários idosos e mais vulneráveis. A medida também estabelece a possibilidade de adoção de trabalho remoto e redução de jornada de trabalho.

A Instrução Normativa número 21 traz orientações não apenas ao Planalto, mas também aos demais órgãos públicos e entidades da Administração Pública Federal.

Sem atendimento presencial

A secretária de Imprensa do Planalto, que já conta com a ausência do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, que testou positivo para coronavírus, divulgou um aviso aos jornalistas pedindo restrições de circulação no segundo andar do Planalto, "especialmente na sala 203, da Secretaria de Imprensa". "Os atendimentos, a partir de hoje e durante período indeterminado, serão feitos exclusivamente por email, telefone e whatsapp", diz a nota, que ressalta, no entanto, que a equipe estará presencialmente no Planalto, só não fará atendimentos presenciais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.