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Carla Araújo

Bolsonaro fará cerimônia para anunciar prorrogação do auxílio emergencial

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto -
Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

29/06/2020 20h18Atualizada em 29/06/2020 20h23

O presidente Jair Bolsonaro anuncia nesta terça-feira (30) a prorrogação do auxílio emergencial para ajudar trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, MEIs e desempregados durante a crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Seguindo a orientação de auxiliares, Bolsonaro decidiu fazer o anúncio com ares políticos, já que o auxílio emergencial tem ampliado sua popularidade em regiões mais carentes do país.

O anúncio da cerimônia, marcada para as 16 horas, foi divulgado na noite desta segunda-feira pela Secretaria de Comunicação da Presidência.

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter dito na semana passada que o auxílio emergencial seria prorrogado "provavelmente" em mais três parcelas (de R$ 500, R$ 400 e R$ 300), nesta segunda-feira, técnicos da economia e articuladores do governo ainda avaliavam os cenários possíveis e suas implicações com a decisão.

De acordo com um auxiliar do Planalto, a ordem "é não vazar para que o anúncio tenha impacto positivo pela boca do presidente".

Contas

Segundo fontes do Palácio do Planalto, além das contas que precisam se encaixar dentro do orçamento, é preciso levar em consideração o componente político na decisão: não criar atritos com o Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defende publicamente mais duas parcelas de R$ 600.

O auxílio emergencial foi criado em abril e o prazo para solicitação das três parcelas de R$ 600 oferecidos na primeira leva do programa acaba nesta semana - dia 2 de julho.

Tanto Bolsonaro como o ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmaram que "a União não aguenta" mais duas parcelas de R$ 600. Segundo o governo, o pagamento de cada parcela de R$ 600 custa em torno de R$ 50 bilhões por mês para os cofres da União.

Além dos valores e das parcelas o governo também estudou nesta segunda-feira os instrumentos jurídicos necessários para regulamentar a extensão do auxílio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.