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Carla Araújo


Carla Araújo

Navio do Brasil escapa de explosão por minutos; esposa de militar se feriu

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Hanrrikson de Andrade, do UOL, em Brasília

04/08/2020 16h13Atualizada em 04/08/2020 23h44

A fragata brasileira Independência não foi atingida pela explosão hoje em Beirute, capital do Líbano, por questão de minutos.

Segundo fontes do ministério da Defesa, a fragata brasileira estava ancorada próxima a uma embarcação de Bangladesh. Cerca de dez minutos antes da explosão a fragata brasileira começou a se movimentar para dar lugar a outro barco, justamente por isso não foi atingida. Já a embarcação de Bangladesh foi atingida pela explosão — segundo a Defesa, o navio brasileiro chegou a se aproximar do porto para oferecer auxílio à corveta estrangeira, mas não foi necessário.

Assim que a notícia da explosão foi confirmada às autoridades brasileiras, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, passou a fazer contatos com a adidância para buscar informações. Tão logo a tripulação da Fragata brasileira fez contato, a Marinha divulgou uma nota informando que ninguém se feriu.

"Todos os militares componentes da Força Tarefa Marítima (UNIFIL) da MB estão bem e não há feridos", informaram. A nota diz ainda que o navio estava distante do local onde ocorreu a explosão. Agora, no entanto, fontes da Defesa admitiram que a embarcação escapou por minutos.

Em uma nota complementar divulgada na noite desta terça-feira, a Marinha informou que, no momento da explosão, "a Fragata Independência encontrava-se patrulhando a região conhecida como 'Área de Operações Marítima' da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), a uma distância de aproximadamente 15 km do Porto de Beirute".

A Marinha reforçou que os militares a bordo do navio brasileiro não sofreram quaisquer danos físicos, "bem como a fração do contingente brasileiro baseada na cidade de Naqoura, ao sul do país".

"A MB acompanha os desdobramentos da explosão e continua prestando todo o apoio aos militares brasileiros pertencentes à Força-Tarefa Marítima da UNIFIL".

Esposa de adido ferida

Apesar de nenhum militar brasileiro ter ficado ferido, a esposa de um oficial da Aeronáutica, que exerce a função de adido de Defesa no Líbano, teve ferimentos leves após ter sido atingida por estilhaços de vidro de uma janela.

Segundo nota da Defesa, a mulher, que não teve a identidade revelada, recebeu atendimento médico e passa bem.

O que é a Unifil?

A fragata brasileira que escapou da explosão em Beirute faz parte da FTM (Força-Tarefa Marítima) da Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), grupo criado a fim de operacionalizar a missão de paz da ONU no país do oriente médio.

A FTM é liderada pelo Brasil desde 2011 e, de acordo com a Marinha brasileira, estabeleceu um marco histórico: é a única missão de paz da ONU de caráter naval.

Criada em 2006, a força-tarefa é formada por quase 800 militares, entre brasileiros e estrangeiros. Eles fazem parte do nda Unifil, que, no total, possui um efetivo de cerca de dez mil homens e mulheres de mais de 40 países.

O principal objetivo da unidade é garantir a estabilidade na região com a retirada de forças israelenses nas áreas conflagradas no sul do Líbano, assim como dar assistência ao governo local na retomada de sua autoridade.

As embarcações atuam em um perímetro frontal aos principais portos libaneses, que corresponde a quase 10 mil quilômetros. A atividade marítima é fundamental para a economia do país, cuja espinha dorsal é baseada nas relações comerciais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Carla Araújo