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Além de valor menor, auxílio emergencial poderá ter público reduzido

Ministro da Economia, Paulo Guedes, ao lado do presidente Jair Bolsonaro - Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes, ao lado do presidente Jair Bolsonaro Imagem: Adriano Machado
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

18/08/2020 18h42Atualizada em 18/08/2020 20h38

O governo trabalha para solucionar a equação da extensão do auxílio emergencial, atualmente em R$ 600, para pelo menos até dezembro. Nos estudos que estão sendo feitos pela equipe do ministro Paulo Guedes há pelo menos mais uma variável que está sendo levada em consideração: a redução do público beneficiado pela medida.

Segundo uma fonte da equipe econômica, essa possibilidade de alteração está em discussão, já que o público que tem acesso ao benefício é amplo. Até o momento, mais de 66 milhões de brasileiros receberam o benefício. O volume gasto com o auxílio já passa de R$ 160 bilhões.

O benefício criado em abril deste ano, por conta da pandemia do coronavírus, atualmente é destinado a trabalhadores informais de qualquer tipo, inclusive intermitentes inativos, desempregados, MEIs (microempreendedores individuais) e contribuintes individuais da Previdência.

Fontes que confirmam a possibilidade de redução do público salientam que a mudança não está decidida.

Contas na mesa

Além dos destinatários da medida, o governo trabalha nos cálculos e negociações em torno do valor das próximas parcelas. Segundo um auxiliar de Guedes é "pouco provável" que a definição aconteça ainda nesta semana. Na primeira extensão que o governo fez, a medida foi anunciada às vésperas de seu vencimento.

O governo reconhece que o debate precisa ser feito em linha com o Congresso e queria acelerar o processo para poder ter mais tempo de discutir com os parlamentares a renovação do benefício.

Se o valor do benefício ficar abaixo dos atuais R$ 600, o governo terá que enviar uma nova medida ao Congresso. No momento, há em estudo a possibilidade de uma MP (Medida Provisória) para redução das parcelas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.