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Carla Araújo

Caixa estuda financiamento imobiliário corrigido pela poupança

Empréstimos para casa própria devem levar em conta alterações de longo prazo - Getty Images/iStockphoto/roberthyrons
Empréstimos para casa própria devem levar em conta alterações de longo prazo Imagem: Getty Images/iStockphoto/roberthyrons
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

06/11/2020 15h10

A Caixa Econômica Federal estuda um novo produto para oferecer financiamento imobiliário com juros atrelados à caderneta de poupança. Segundo fontes do governo, a ideia de tentar viabilizar um produto corrigido pela poupança veio após outros bancos passarem a oferecer esse tipo de linha.

Ainda não há uma data oficial para o lançamento, já que o modelo final ainda depende de aprovações internas.

Ontem (5), durante um evento sobre crédito imobiliário promovido pela Abecip (Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança), o presidente da caixa, Pedro Guimarães, falou do lançamento de uma nova linha, mas não deu detalhes. Fontes do banco, porém, confirmam que este é o modelo em elaboração.

Em setembro, o Itaú Unibanco anunciou crédito imobiliário corrigido pela poupança, com taxa fixa de 3,99% mais a taxa que remunera a poupança.

Atualmente, a caderneta de poupança rende 70% da Selic mais TR (que atualmente está em zero). Como a Selic está em 2% ao ano, a poupança tem rendido 0,11% ou 0,12% ao mês, o que dá 1,40% ao ano, segundo dados do Banco Central

Linhas de financiamento atreladas a Selic em um momento de juro baixo podem ser bastante atrativas, pois acabam sendo mais baratas do que financiamentos tradicionais.

Mas vale o alerta: financiamentos imobiliários geralmente duram anos e sempre existe o risco de a Selic subir durante esse período, puxando para cima os juros do empréstimo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.