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Carla Araújo

Eleição em Macapá foi suspensa por temor com crime organizado, diz ministro

06.nove.2020 - Moradores protestam ateando fogo em entulho em rua de Macapá, no quarto dia de apagão na cidade e que atinge outros municípios do Amapá - GABRIEL PENHA/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
06.nove.2020 - Moradores protestam ateando fogo em entulho em rua de Macapá, no quarto dia de apagão na cidade e que atinge outros municípios do Amapá Imagem: GABRIEL PENHA/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

13/11/2020 20h01

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender as eleições apenas em Macapá foi baseada em informações de inteligência de que organizações criminosas estariam articulando atos na capital do Amapá, que sofre com problemas de energia elétrica há mais de dez dias. Os outros 13 municípios, que também sofreram com o apagão, terão votação do primeiro turno no próximo domingo.

Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, os dados de inteligência do governo apontaram "alto risco de realização nas eleições em função da criminalidade organizada". "Pelos dados que nos chegaram, esse risco estaria muito concentrado na capital. Não há indicações significativas desse tipo (de risco de atuação de organizações criminosas) a ponto de demandar o mesmo procedimento em outros municípios", disse à coluna

A decisão de suspender a eleição apenas na capital foi do ministro e presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Em seu despacho, Barroso afirmou que recebeu informações da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e das Forças Armadas sobre a situação local. "Os contatos realizados permitiram verificar a existência de consenso acerca dos riscos da realização das eleições neste domingo, em razão da instabilidade do fornecimento da energia, do aumento expressivo da criminalidade e de sinais de convulsão social", disse o ministro.

"Tranquilidade no domingo"

Mendonça diz que tem acompanhado o Trabalho do TSE e que será papel da Polícia Federal e das forças de segurança auxiliarem os esforços da Justiça eleitoral para garantir que as eleições do próximo domingo aconteçam sem intercorrências.

"A expectativa que temos, em geral, é para uma eleição muito tranquila", disse o ministro.

O ministério fez um mapeamento com os estados para levantar os principais riscos em função de condutas infracionais. Segundo o ministro, os crimes mais comuns que as polícias tentarão evitar é "compra de votos, boca de urna e transporte irregular de eleitores".

Mendonça citou ainda os esforços do TSE e disse que a corte eleitoral está empenhada também em fazer uma eleição com cuidados de higiene para evitar a contaminação do coronavírus.

"O ministro Barroso tem pontuado muito a importância de cada um levar a sua caneta e usar máscara", reforçou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.