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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Horário de verão não economiza energia e não é necessário, diz ministro

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia - PILAR OLIVARES
Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia Imagem: PILAR OLIVARES
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

30/09/2021 13h28

Apesar de empresários brasileiros pedirem ao presidente Jair Bolsonaro o retorno do horário de verão, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sinalizou nesta quinta-feira (30) que a decisão já está tomada e que ela não atende ao pleito do empresariado.

"O ministério fala pelo lado da economia de energia e o horário de verão não se faz necessário no que diz respeito a economia de energia", disse Bento Albuquerque, ao participar de uma inauguração de uma usina termelétrica no Porto de Açu, região norte do estado do Rio de Janeiro.

Segundo Bento, o retorno do horário de verão não teria impacto para auxiliar na atual crise hídrica vivida no país. "O horário de verão não foi renovado em 2019 e permanece da forma como está", disse.

Quando o governo decidiu acabar com o horário de verão, no primeiro ano do governo Bolsonaro, um estudo do MME apontava que não havia economia relevante e que com o calor intenso havia um pico de consumo no fim da tarde, com o uso de ar-condicionado, por exemplo.

Apesar disso, alguns especialistas e empresários defendem que a medida, mesmo que represente uma pequena economia, pode ajudar a minimizar os impactos e os custos resultantes da crise hídrica.

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