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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Auditores da Receita fazem assembleia para decidir sobre possível greve

Totem da Receita Federal - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Totem da Receita Federal Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

23/12/2021 09h33

O Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) realizará, ao longo desta quinta-feira (23), uma série de assembleias com os trabalhadores da Receita para deliberar a respeito de uma possível greve da categoria.

Por causa do corte de verbas no Orçamento de 2022 e da não regulamentação de um bônus para o setor, mais de 500 chefes de unidades da Receita Federal já entregaram seus cargos.

"A pauta prevista [nas assembleias] é para decidir pela paralisação da categoria, para referendar a entrega de cargos, que já está ocorrendo. A entrega de cargos envolve o compromisso de que ninguém irá ocupar o cargo que o outro entregou", disse o Sindifisco, em nota.

Segundo o sindicato dos trabalhadores, o governo trata a categoria "com descaso". "A assembleia também definirá se os servidores partirão para a operação padrão na Aduana e se adotarão o desligamento dos projetos nacionais e regionais e o não preenchimento de relatórios gerenciais", afirma.

Conforme mostrou a coluna, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avisou ao presidente Jair Bolsonaro que o aumento apenas para policiais federais geraria um efeito cascata de insatisfação entre os servidores públicos. Bolsonaro atuou diretamente para conseguir dinheiro no Orçamento para as forças de segurança, categoria que é uma de suas bases de apoio eleitoral.

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