PUBLICIDADE
IPCA
1,06 Abr.2022
Topo

Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Nestor Cerveró, condenado na Lava Jato, está livre para deixar o país

Nestor Cerveró foi condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro - Wilson Dias/Agência Brasil
Nestor Cerveró foi condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

10/05/2022 15h26Atualizada em 10/05/2022 19h21

O ex-diretor Internacional da Petrobras e uma das figuras emblemáticas da operação Lava Jato, Nestor Cerveró agora não tem mais restrições para deixar o país.

Nesta terça-feira (10), o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que a 12ª Vara Federal de Curitiba determinou o envio de um ofício à Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná "informando não mais persistir a medida de impedimento de saída do país em nome de Nestor Cunat Cerveró, o qual já cumpriu as penas privativas de liberdade e restritivas de direitos previstas no seu Acordo de Colaboração Premiada".

Condenado em maio de 2015 a cinco anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, Cerveró já havia deixado a cadeia em 2016, após um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Cerveró foi alvo da 8ª fase da Lava Jato. O ex-diretor da estatal foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e participação na organização criminosa que desviou mais de R$ 20 bilhões da Petrobras e patrocinou partidos e campanhas políticas, desde 2004.