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Ibovespa: semana tem decisão de juros no Brasil, Estados Unidos e Europa

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No Brasil, o Boletim Focus foi divulgado nesta manhã. Conforme os dados divulgados, a expectativa é que a Selic fique em 11,75% ao ano e no fim de 2024 fique em 9,25% ao ano. Esta semana reserva diversos indicadores, com destaque para o volume de serviços na quarta-feira, vendas no varejo na quinta-feira, e o IBC-Br de outubro na sexta-feira, além do IPCA e do IGP-10 no mesmo dia. Na área de juros, a reunião do Copom nos dias 12 e 13 é aguardada, com a maioria do mercado prevendo mais um corte de 0,50% ponto percentual, ocorrendo nessa "Super Quarta". Na parte política, por aqui, intensifica-se antes do recesso parlamentar, com a necessidade de aprovação da agenda econômica para viabilizar um déficit fiscal próximo de zero no próximo ano, incluindo a MP sobre subvenção do ICMS, taxação das apostas, análise de vetos de Lula, votação da LDO/24 e a reforma tributária. Às 9h30, Lula reúne-se com os ministros Haddad, Rui Costa e Padilha, além dos líderes do governo no Legislativo para planejar o calendário decisivo.

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam sem direção. O payroll acima do esperado em novembro não altera as expectativas para o Fed, que deve manter as taxas pela terceira vez consecutiva na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. A divulgação do CPI de novembro, além do PPI e a leitura preliminar do PMI/S&P Global de novembro, são aguardadas esta semana.

Na Europa, as bolsas operam em terreno negativo, com maior expectativa para as decisões de política monetária do BCE, BoE e Fed. Dados fracos de inflação da China no fim de semana impactam as ações de exportadoras europeias. A produção industrial na zona do euro e no Reino Unido será divulgada na terça-feira.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta. Os investidores avaliaram os números da inflação na China, que inicialmente pesaram no mercado, mas as bolsas ganharam impulso e terminaram em terreno positivo. A Bolsa de Xangai subiu 0,74%, a de Shenzhen avançou 0,95%, o índice Nikkei em Tóquio fechou em alta de 1,50%, o Kospi em Seul subiu 0,30%, e o Taiex em Taiwan registrou ganho de 0,20%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 0,81%. Os dados fracos da inflação na China refletem a fraca demanda doméstica e o poder limitado das empresas para definir preços. Esta semana, são esperados números de produção industrial e vendas no varejo em novembro.

Os preços do petróleo estão em alta, com os investidores aguardando os relatórios mensais da OPEP na quarta-feira e da AIE na quinta-feira. Há ceticismo em relação aos cortes de produção e à demanda na China. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, influenciadas por dados decepcionantes da China e pela queda na demanda pelo principal matéria-prima da produção de aço.

No corporativo, a Braskem (#BRKM5) confirmou que fechou um acordo com a prefeitura de Maceió para pagar R$ 1,7 bilhão a título de indenização, compensação e ressarcimento integral para todo e qualquer dano em decorrência do acidente geológico com a Mina 18, que rompeu parcialmente neste domingo.

A Prio (#PRIO3) anunciou que o seu Conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos intermediários, correspondentes a R$ 0,07264350 por ação ordinária. O pagamento será creditado no dia 22 de dezembro, com as ações passam a serem negociadas "ex" a partir do dia 14.

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Já a CTEEP (#TRPL4) aprovou o pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio (JCP), que poderá ser imputado ao valor do dividendo obrigatório, no valor de R$ 1,452 bilhão, correspondente a R$ 2,204083 por ação de ambas as espécies. O pagamento será em duas parcelas, sendo R$ 160 milhões até 15 de janeiro de 2024 e R$ 1,292 bilhão até 10 de abril de 2024. Será considerada a posição acionária do dia 13 de dezembro e a partir do dia 14 de dezembro de 2023 as ações serão negociadas "ex-direito" a JCP.

O Grupo GPA (#PCAR3), dono da rede Pão de Açúcar, anunciou que iniciou estudos preliminares para uma oferta pública primária de ações ("follow-on") em um valor estimado de R$ 1 bilhão. Os recursos, segundo a empresa, serão destinados ao pagamento de dívidas e consequente diminuição da alavancagem. A companhia começa a sinalizar a intenção de ser uma corporation, empresa sem controlador definido, uma vez que os termos da operação indicam que o Casino, atual controlador do negócio com 40,9% das ações, deverá ser diluído com a possível operação. Para viabilizar a oferta, o GPA irá organizar uma assembleia-geral extraordinária de acionistas (AGE) em 11 de janeiro de 2024 para autorizar que a empresa emita até 800 milhões novas ações ordinárias e a antecipação da eleição de um novo conselho de administração, que só ocorrerá se houver de fato o follow-on — a ideia é que a escolha do board, que tem mandato até agosto do ano que vem, ocorra 30 dias após a liquidação da potencial oferta.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na sexta-feira (8):

Dólar: 0,23%, a R$ 4,9289
Euro: 0,33%, a R$ 5,3025
B3 (Ibovespa): 0,86%, aos 127.093,57 pontos

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