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Ibovespa: Fala de Campos Neto e PIB dos EUA movimentam mercado hoje

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No Brasil, foi divulgado o relatório de inflação. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, falarão às 11h. À tarde, a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) às 15h poderá decidir sobre o rotativo dos cartões de crédito. Já a aprovação da MP das subvenções no Senado, que aconteceu ontem, pode melhorar os ânimos dos investidores. Depois de um dia de tensão nos bastidores, os senadores aprovaram por 48 votos a 22 a medida provisória que altera as regras de tributação para subvenções (MPV 1185/2023), modalidade de incentivo fiscal concedida por Estados a empresas, que agora irá para a sanção do presidente. A medida é considerada muito importante, pois elevará a arrecadação em 2024, com previsão de uma receita adicional de R$ 35,3 bilhões em 2024. Ainda na parte política, ontem o Congresso Nacional promulgou em sessão solene a Reforma Tributária, debatida há cerca de 40 anos no Legislativo. A aprovação da reforma tributária em 2023 era uma das prioridades do governo.

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em alta. Os investidores aguardam a divulgação do PIB às 10h30 e do auxílio-desemprego. A leitura final do PIB do 3º trimestre nos EUA deve confirmar o salto de 5,2%, que acabou assustando os mercados nos resultados preliminares; mesmo assim, não o resultado deverá alterar as projeções quanto a reduções dos juros. Junto com o PIB, vem a divulgação da inflação ao consumidor (PCE) de novembro, que será aguardada com atenção amanhã. O movimento de cautela nas bolsas ontem se instalou dado os discursos de dirigentes do Fed, que buscaram conter o ânimo dos mercados por cortes agressivos de juros no ano que vem. O presidente da distrital do BC americano na Filadélfia, Patrick Harker, comentou que não espera relaxamento monetário tão cedo.

Na Europa, as bolsas operam em baixa. Embora esperem relaxamento dos juros no ano que vem, investidores observam as sinalizações de dirigentes dos principais bancos centrais do mundo de que o processo será mais lento que o esperado. Hoje, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que ainda "é muito cedo" para discutir cortes de juros.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Os efeitos de um escândalo de segurança na Toyota ajudaram a impor uma queda de mais de 1% à Bolsa de Tóquio. Na contramão, os negócios chineses encontraram espaço para recuperação, após as perdas da véspera. A subsidiária Daihatsu, da Toyota, anunciou a suspensão temporária de todos os seus veículos no Japão e no exterior, depois que uma investigação independente descobriu 174 irregularidades em 64 modelos, alguns deles vendidos pela própria controladora. Em um comunicado, a Toyota informou que fará o recall de 1 milhão de veículos nos Estados Unidos, por problemas relacionados ao airbag. Com isso, o índice Nikkei encerrou em baixa de 1,59%. O movimento de cautela se instalou em outras bolsas da Ásia, acompanhando o desempenho de ontem nos EUA, enquanto dirigentes do Federal Reserve (Fed) buscavam conter o ânimo dos mercados por cortes agressivos de juros no ano que vem. Em Seul, o índice Kospi perdeu 0,55%, enquanto o Taiex, de Taiwan, cedeu 0,52%. Em Hong Kong, por outro lado, o índice Hang Seng ganhou 0,04%. Na China continental, a Bolsa de Xangai avançou 0,57%, e a de Shenzhen, subiu 0,90%. Os ganhos recompõem parte da desvalorização recente, que respondia ao quadro econômico incerto do país asiático.

O preço do barril de petróleo opera em alta, com investidores de olho nas tensões geopolíticas no Oriente Médio. As cotações do minério de ferro na China registraram seu melhor dia em duas semanas nesta quinta-feira, apoiadas por estoques reduzidos e expectativas de demanda chinesa robusta, apesar de uma perspectiva incerta.

A CCR informou que a Concessionária do VLT Carioca firmou termo aditivo ao contrato de Parceria Público-Privada na modalidade de Concessão Patrocinada com o município do Rio de Janeiro e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPAR). O termo tem o objetivo de fazer a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, em favor da concessionária, em razão da operação da Extensão VLT, no valor de R$ 48,8 milhões, na data-base de junho de 2023, a serem recebidas em parcelas mensais entre abril de 2024 e o final do contrato de concessão (dezembro de 2038). O ajuste também incorpora ao contrato de concessão a operação e a manutenção do Terminal Intermodal Gentileza (TIG), mediante a exploração de suas receitas comerciais.

A Klabin atualizou a sua projeção de investimentos após aquisição de ativos florestais (Projeto Caetê). A empresa prevê capex de R$ 3,3 bilhões para 2024; R$ 3,1 bilhões para 2025; R$ 2,7 bilhões para 2026; R$ 2,8 bilhões para 2027; R$ 2,5 bilhões para 2028 e o mesmo valor para o longo prazo. No recente evento Klabin Day, a companhia tinha divulgado uma previsão maior de investimentos, sendo o valor de R$ 4,5 bilhões de capex para 2023 e igual valor para 2024. Além disso, a companhia estima uma captura de sinergias operacionais que resultem na redução do custo caixa total da companhia em cerca de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões por ano entre 2025 e 2028. O custo caixa total por tonelada esperado é de R$ 3,1 mil/tonelada em 2024. As estimativas consideram, segundo a empresa, a efetiva implementação do Projeto Caetê nos termos acordados, além da redução da compra de madeira em pé de terceiros; redução de investimentos em silvicultura e maquinário florestal; e redução dos custos logísticos e operacionais relacionados à colheita e transporte de madeira. Além disso, a companhia afirmou que a compra dos ativos florestais será realizada por meio de controladas pelo valor de US$ 1,6 bilhão, a ser pago na data de conclusão do Projeto Caetê com recursos já em caixa. Adicionalmente, após a colheita do ciclo atual de madeira, a Klabin superaria seu alvo de autossuficiência de 75% de madeira própria em cerca de 60 mil hectares produtivos.

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A BRF teve seu rating de crédito atualizado de "BB-" para "BB", em escala internacional, pela Standard & Poor's. A perspectiva do rating é "estável". Segundo comunicado, a alteração é consequência, principalmente, de uma revisão da perspectiva do risco soberano do Brasil feita pela mesma agência.

A Localiza anunciou que aprovou o pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto por ação de R$ 0,382860306. O pagamento ocorrerá no dia 15 de fevereiro de 2024. Farão jus ao recebimento do JCP os acionistas constantes da posição acionária da locadora de veículos em 26 de dezembro de 2023, sendo que as ações, a partir de 27 serão negociadas "ex". O Conselho de Administração da Localiza também aprovou o aumento do capital social de, no mínimo R$ 69,4 milhões e, no máximo, R$172,1 milhões, mediante a emissão de ações ordinárias. Serão emitidas, no mínimo, 1.530.063 ações, e, no máximo, 3.794.539 ações. O preço de emissão será R$ 45,35 por ação, com base no preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações nos 30 últimos pregões da B3.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na quarta-feira (20):

Dólar: 0,96%, a R$ 4,9109
Euro: 0,67%, a R$ 5,3749
B3 (Ibovespa): -0,79%, aos 130.804,17 pontos

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