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Renda média cai 7,4% em um ano, para R$ 2.242,90; Salvador lidera queda

Do UOL, em São Paulo

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A renda média do trabalhador brasileiro em janeiro foi de R$ 2.242,90, segundo levantamento feito nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Porto Alegre.

Descontando o efeito da inflação, o resultado representa uma queda de R$ 178,61 (7,4%) em relação a janeiro de 2015 (R$ 2.421,51). Na comparação com dezembro (R$ 2.273,44), a queda foi de R$ 30,54 (1,3%).

Esses são números médios e podem variar. Os dados são da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) e foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A mesma pesquisa também indicou que o desemprego no país foi de 7,6% em janeiro, o maior para o mês desde 2009. 

Salvador tem maior queda

A renda média dos trabalhadores caiu nas seis regiões pesquisadas de janeiro de 2015 para janeiro de 2016.

A maior queda foi notada em Salvador: -14%. A renda média caiu para R$ 1.619,20 em janeiro, R$ 263,60 a menos do que no ano anterior.

Veja quanto caiu a renda média de janeiro de 2015 para janeiro de 2016:

  • Salvador: de R$ 1.882,80 para R$ 1.619,20 (R$ 263,60 a menos, ou -14%);
  • Belo Horizonte: de R$ 2.214,86 para R$ 2.006,70 (R$ 208,16 a menos, ou -9,4%);
  • Rio de Janeiro: de R$ 2.682,58 para R$ 2.432,20 (R$ 250,38 a menos, ou -9,3%);
  • São Paulo: de R$ 2.526,55 para R$ 2.377,10 (R$ 149,45 a menos, ou -5,9%);
  • Porto Alegre: de R$ 2.396,45 para R$ 2.257,10 (R$ 139,35 a menos, ou -5,8%);
  • Recife: de R$ 1.767,85 para R$ 1.699 (R$ 68,85 a menos, ou -3,9%).

Construção tem maior queda

A queda na renda média em um ano foi sentida pelos trabalhadores de todos os setores da economia analisados pela pesquisa.

A maior perda percentual foi registrada pela construção: -10,1%. Em números absolutos, os funcionários da indústria foram os que mais perderam dinheiro: R$ 249,83 a menos do que em janeiro de 2015.

Veja quanto caiu a renda média de janeiro de 2015 para janeiro de 2016:

  • Construção: de R$ 2.145,68 para R$ 1.928 (R$ 217,68 a menos, ou -10,1%);
  • Indústria: de R$ 2.536,23 para R$ 2.313,40 (R$ 249,83 a menos, ou -8,8%);
  • Outros serviços: de R$ 2.086,71 para R$ 1.927,30 (R$ 159,41 a menos, ou -7,6%);
  • Serviços prestados às empresas: de R$ 2.991,86 para R$ 2.778,30 (R$ 213,56 a menos, ou -7,1%);
  • Educação, saúde e administração pública: de R$ 3.363,27 para R$  3.125,70 (R$ 237,57 a menos, ou -7,1%);
  • Comércio: de R$ 1.915,02 para R$ 1.781,50 (R$ 133,52 a menos, ou -7%);
  • Serviços domésticos: de R$ 1.048,36 para R$ 1.011,30 (R$ 37,06 a menos, ou -3,5%).

Empregados com carteira perderam R$ 133,57

A maior perda percentual em um ano foi registrada entre os funcionários com carteira assinada: -6,1%. Em números absolutos, foram os militares e funcionários públicos que saíram no prejuízo.

Veja quanto caiu a renda média de janeiro de 2015 para janeiro de 2016:

  • Empregados com carteira assinada: de R$ 2.179,17 para R$ 2.045,60 (R$ 133,57 a menos, ou -6,1%);
  • Militares e funcionários públicos: de R$ 4.047,35 para R$ 3.834 (R$ 213 a menos, ou -5,3%);
  • Empregados sem carteira assinada: de R$ 1.681,47 para R$ 1.598,10 (R$ 83,37 a menos, ou -5%);
  • Trabalhadores por conta própria: de R$ 2.097,50 para R$ 2.042,70 (R$ 54,80 a menos, ou -2,6%).

9,1 milhões de desempregados com alta de 41,5%

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