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Desemprego chega a 14,4% e atinge 14 milhões de pessoas no fim de setembro

Crise causada pela pandemia do coronavírus fez subir a taxa de desemprego no país - Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Crise causada pela pandemia do coronavírus fez subir a taxa de desemprego no país Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

16/10/2020 10h21Atualizada em 16/10/2020 12h24

A taxa de desemprego no país chegou a 14,4% da população e atingiu 14 milhões de pessoas na semana de 20 a 26 de setembro. Os números representam uma alta na comparação com a semana anterior (de 13 a 19 de setembro), quando o índice foi de 13,7% e 13,3 milhões de desempregados.

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Covid-19 e foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa mede, entre outras coisas, os impactos da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego é a maior desde o início da pesquisa, em maio. Apesar do aumento, o IBGE considera que o índice ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior.

Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas.
Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa

Esta é a última divulgação da Pnad Covid-19 semanal. A coleta de dados por telefone continuará, mas para subsidiar as edições mensais da pesquisa, que devem continuar até o final do ano.

População ocupada e informalidade

O IBGE estimou em 83 milhões a população ocupada do país na semana de 20 a 26 de setembro, com estabilidade em relação à semana anterior (83,7 milhões de pessoas).

"Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação", afirmou Vieira.

A taxa de informalidade (34,2%) teve aumento em relação à semana anterior (33,6%), mas também foi considerada como estatisticamente estável pelo IBGE. Na comparação com o início da pesquisa, na semana de 3 a 9 de maio, houve queda na taxa (35,7%).

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