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Primeira parte da agenda econômica está encerrada, diz Meirelles

Francisco Carlos de Assis e Daniel Weterman

São Paulo

  • Sergio Lima/AFP

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, transpareceu um clima de despedida em discurso nesta segunda-feira (2) em São Paulo, quando fez um relato sobre o governo Temer.

Ao falar para empresários da comunidade árabe no Brasil e estrangeiros, o ministro deu como encerrada a primeira parte da agenda que lhe coube no início do governo, a de tirar o Brasil da recessão. Meirelles estuda deixar o governo no próximo sábado (7) para poder concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano.

"A primeira [parte] está encerrada. O Brasil saiu da maior recessão de sua história", disse o ministro. Ao encerrar sua participação no evento, Meirelles disse: "tenho satisfação de participar de um governo que está transformando o Brasil", afirmou.

O ministro defendeu que o governo do presidente Temer está atacando os principais problemas que afetam a economia em todas as frentes e assegurou que "a trajetória das reformas vai seguir em frente com o apoio da sociedade".

Privatização da Eletrobras

Meirelles disse ainda que algumas medidas que vão contribuir para a continuidade da retomada da economia estão em trâmite. Ele citou como exemplo o Cadastro Positivo e a privatização da Eletrobras.

Sobre o Cadastro Positivo, o ministro lembrou que está sendo discutida a entrada automática de todo os consumidores no sistema, mas que será respeitado o direito de quem não quiser ser arrolado no mecanismo. "Todos terão acesso ao cadastro positivo. Quem não quiser pode pedir para sair", disse.

Sobre a privatização da Eletrobras, Meirelles disse que a intenção do governo é fazer da companhia o mesmo que foi feito com o Sistema Telebrás. Para ele, a privatização da elétrica é um dos caminhos para a solução de vários problemas relacionados ao custo da energia no Brasil.

Queda da inflação

Meirelles também falou da queda da inflação e, mais uma vez, fez questão de chamar a atenção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que segundo ele, é a menor da história do País.

A queda do INPC, segundo o ministro, é particularmente importante por se tratar da inflação da camada mais pobre da população. A inflação acumulada pelo INPC nos 12 meses encerrados em fevereiro último era de 1,81%.

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