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Desemprego na zona do euro bate recorde e atinge 10,1% da população ativa

Da Redação, em São Paulo*

O índice de desemprego na zona do euro registrou uma leve alta em abril e chegou a 10,1% da população ativa, o que representa um novo recorde desde a criação do espaço monetário de 16 países em 1999, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

No mês de março, a taxa de desemprego ficou em 10%, mesmo índice de fevereiro, o que já constituía um recorde desde a criação da moeda única.

Segundo os dados do Eurostat, a agência de estatísticas do bloco, em abril, a região tinha 15,86 milhões de pessoas à procura de emprego.

Na União Europeia (UE, que inclui 27 países, incluindo os 16 da zona euro), o desemprego permaneceu em 9,7%, mesmo índice registrado em março.

Em abril, a UE tinha 23,311 milhões pessoas em busca de trabalho.

Em abril do ano passado, o desemprego afetava 9,2% da população ativa nos países do euro e 8,7% em toda a UE.
O país que registrou em abril a taxa mais elevada de desemprego de toda a UE foi a Letônia, com 22,5%, enquanto as mais baixas corresponderam à Holanda (4,1%) e à Áustria (4,9%).

No que se refere às maiores economias da UE, o desemprego caiu na Alemanha (de 7,3% em março para 7,1% em abril), se manteve estável na França (10,1%) e aumentou na Itália (de 8,8% a 8,9%). Para o Reino Unido, não há dados disponíveis.

Nos últimos 12 meses, passaram a fazer parte das listas de desemprego 2,4 milhões de pessoas em toda a UE e 1,275 milhão nos 16 países que compartilham a moeda única.

A Espanha, com 19,7% da população ativa desempregada, foi a líder absoluta em termos de desemprego dentro da zona do euro. Já no conjunto da UE só foi superada pela Letônia (22,5%), seguida de perto pela Estônia (19%) e pela Lituânia (17,4%).

Os três países bálticos foram os membros da UE onde o desemprego subiu com mais força no último ano: 8 pontos percentuais na Estônia, 7,1 na Letônia e 6,2 na Lituânia.

Na Espanha, o desemprego cresceu em 12 meses 2 pontos, acima da média da zona do euro (0,9 pontos) e da UE (1 ponto).

A informação do Eurostat mostra que o grupo de menores de 25 anos continua sendo o mais afetado pela crise.

Em abril, na zona do euro, não tinham emprego 20% dos trabalhadores jovens, uma taxa que na UE chegava a 20,6%. Um ano antes, as duas áreas apresentavam taxas respectivas de 19,3% e 19,2%.

A situação dos jovens é especialmente dramática na Espanha, onde 40,3% deles não possuem trabalho (3,4 pontos mais que um ano antes), seguida pela Eslováquia (34,1%) e Itália (29,5%).

No extremo oposto, estão a Holanda (onde só 8% dos jovens estão sem emprego) e a Alemanha (9,5%).

Já em relação a gênero, nos países da moeda única, o desemprego afeta 10% dos homens e 10,2% das mulheres, frente aos números de um ano atrás, quando o desemprego masculino estava em 9% e o feminino em 9,5%.

*(Com informações da AFP e EFE)

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