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Câmara de Belém aprova renda básica de até R$ 450 para vulneráveis

"Uma decisão histórica", comemorou o prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), responsável pelo projeto - Filipe Bispo/Fotoarena/Estadão Conteúdo
"Uma decisão histórica", comemorou o prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), responsável pelo projeto Imagem: Filipe Bispo/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

08/01/2021 17h55Atualizada em 08/01/2021 18h01

A Câmara Municipal de Belém (CMB) aprovou hoje a criação do programa "Bora Belém", que prevê o pagamento de uma renda básica de até R$ 450 à população mais vulnerável. Ao todo, 34 dos 35 vereadores votaram a favor do benefício — somente Blenda Quaresma (MDB-PA) não teve o voto computado por problemas de conexão durante a sessão.

Aprovado sem emendas, o projeto foi promessa de campanha do prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), que comemorou a votação favorável. "Uma decisão histórica. Nós não descansaremos enquanto houver famílias passando fome e crianças pedindo esmola nas ruas", escreveu ele em uma rede social.

Já o presidente da CMB, vereador Zeca Pirão (MDB-PA), se mostrou satisfeito não só com a aprovação do Bora Belém, que classificou como um "presente", mas com a realização da votação em si, uma vez que a Câmara está em recesso e os vereadores, em tese, de férias.

"Isso demonstrou que os parlamentares estão preocupados com a população. Foi aprovado em dois dias um presente que o prefeito Edmilson Rodrigues vai dar a Belém nos seus 405 anos. E eu, como presidente da Câmara Municipal, fico muito feliz em poder colaborar para melhorar a vida das pessoas", comemorou.

Durante a votação, parlamentares de oposição cobraram mais informações sobre o projeto, que, na avaliação deles, deveria especificar o valor, quem teria direito ao benefício e de onde sairiam os recursos para o pagamento. Segundo o próprio prefeito, a estimativa de investimento para o programa é de pelo menos R$ 30 milhões.

Vereadores do PSOL, porém, defenderam ser necessário apenas "estabelecer diretrizes", argumentando que fixar um valor seria um obstáculo caso o benefício precise ser reajustado, para cima ou para baixo. Depois das discussões, todas as emendas apresentadas foram rejeitadas pela maioria dos parlamentares.

Agora, o projeto segue para sanção do prefeito Edmilson Rodrigues.

Boulos comemora

Guilherme Boulos (PSOL), candidato a presidente em 2018 e a prefeito de São Paulo em 2020, também exaltou a aprovação do Bora Belém, aproveitando a oportunidade para criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O governo do PSOL em Belém, com Edmilson Rodrigues, aprovou hoje renda básica de até R$ 450 para as famílias que mais precisam. No mesmo mês que Bolsonaro decidiu cortar o auxílio emergencial. Entenderam a diferença?", cutucou o psolista.

(Com informações da CMB)