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Discussão sobre auxílio passa por cuidado com contas públicas, diz Baleia Rossi

O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) no plenário da Câmara - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) no plenário da Câmara Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Camila Turtelli

Brasília

08/01/2021 16h16

Candidato à presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), voltou a falar sobre o auxílio emergencial, nas redes sociais, e fez uma ressalva sobre as contas públicas. "Quero reforçar o que disse no lançamento de minha candidatura: temos que olhar nossa pauta com responsabilidade fiscal. A pandemia ainda não acabou. Qualquer discussão sobre o auxílio emergencial passa, necessariamente, pelo cuidado com as contas públicas", escreveu o deputado no Twitter.

Baleia está nesta sexta-feira em campanha pelo Piauí, ao lado do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em encontro mais cedo com autoridades locais, incluindo o governador do Estado, Wellington Dias (PT), ele também citou o auxílio emergencial, como um exemplo de projeto aprovado em um ambiente de independência da Câmara, em relação aos demais poderes.

Na quarta-feira, ao lançar sua campanha, Baleia também falou sobre a questão em seu discurso. "Ano passado parecia que íamos virar o ano e a pandemia ia acabar. Essa não é a realidade. Hoje temos milhões de brasileiros que vão deixar de receber o auxílio e voltar a ter dificuldade do mais básico, que é ter alimento na sua mesa", disse o emedebista há dois dias.

Ao tratar do tema, o deputado justificou que a pandemia ainda não acabou. "Por que não voltar a debater o auxílio emergencial?" questionou. "Temos de buscar uma solução: ou aumentar o Bolsa Família ou o auxílio emergencial."

No ano passado, o auxílio emergencial foi pago a 67,8 milhões de pessoas e custou R$ 322 bilhões. O benefício foi dado porque o governo pediu e a Câmara aprovou o estado de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19, que permitiu que o orçamento de guerra fosse autorizado em 2020.

O governo inicialmente queria pagar R$ 200, mas a Câmara elevou o valor a R$ 500. Depois de um acordo, o governo aceitou elevar o benefício a R$ 600. Nos últimos meses do ano, o auxílio emergencial foi prorrogado e reduzido a R$ 300.