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Fitch eleva nota de crédito do Brasil e país recupera classificação de 2018

Agência de classificação de risco Fitch Ratings Imagem: Reinhard Krause

Do UOL, em São Paulo

26/07/2023 09h17Atualizada em 26/07/2023 11h16

A agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito do Brasil de BB- para BB, citando "desempenho macroeconômico e fiscal melhor que o esperado" do país.

O que aconteceu?

Além de melhorar a nota do Brasil, a Fitch colocou o atual rating do país em "perspectiva estável". Com a elevação, a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira do país está agora dois degraus abaixo do chamado grau de investimento, uma espécie de selo de país bom pagador de dívida. O Brasil perdeu esse status na agência em 2015.

Brasil tinha sido rebaixado para a nota BB- em 2018. Mesmo em meio a "tensões políticas" desde o rebaixamento da nota, a Fitch disse o Brasil alcançou "progresso" em reformas importantes para lidar com "desafios econômicos e fiscais"

Para a agência, o Brasil conquistou progressos em reformas importantes. "A posição fiscal está se deteriorando em 2023 após uma melhora anterior, mas a Fitch espera que novas regras fiscais e medidas tributárias ancorem uma consolidação gradual", diz o comunicado divulgado hoje.

País superou "tensões" e Lula "conseguiu garantir a governabilidade e avançar em sua agenda política", na avaliação da Fitch. A agência afirma, no entanto, que espera "pragmatismo" e que os freios e contrapesos institucionais mais amplos impeçam desvios "radicais" nas frentes macro e micro nas políticas.

Ratings brasileiros estão apoiados em "economia grande e diversa". A Fitch cita ainda a renda per capita elevada no Brasil e um "grande colchão financeiro" como fatores positivos para dar suporte à "flexibilidade de financiamento" no país e à alta dívida em moeda local. Segundo a agência, a melhora da nota também se apoia na capacidade de absorver choques, ancorada em câmbio flexível, reservas internacionais "robustas".

Por outro lado, a Fitch cita fatores de pressão para a nota do país. Entre eles, a dívida do governo, a rigidez fiscal (limites dos gastos públicos), potencial de crescimento "fraco" e métricas de governança "relativamente baixas".

Governo comemora decisão da Fitch. Em nota, o Ministério da Fazenda disse que a avaliação a nova nota corrobora os esforços empreendidos para fortalecer o ambiente econômico e promover a consolidação fiscal. "O Ministério da Fazenda reitera seu compromisso com a agenda de reformas em curso, que contribuirá não apenas para o melhor balanço fiscal do governo, mas também levará à redução das taxas de juros e à melhoria das condições de crédito, ao mesmo tempo em que assegurará a estabilidade dos preço", disse.

Melhora da nota ocorre às vésperas da reunião do Copom. No próximo dia 2, o Banco Central anunciará a sua decisão sobre a taxa básica de juros, em meio à pressão do governo e apostas de corte de até 0,5 ponto percentual na Selic.

A equipe econômica tem avaliado que o país poderá recuperar o grau de investimento em 2026. Em junho, a agência de classificação de risco S&P elevou somente a perspectiva para a nota de crédito do Brasil de "estável" para "positiva", mantendo o rating do país "BB-", três degraus abaixo do grau de investimento.

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