Brasil escapa da recessão

PIB cresce mais que o esperado, mas ainda falta muito; veja o que foi bem, o que foi mal e o que esperar

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O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre foi melhor que o esperado e afastou o risco de o país entrar em uma recessão técnica, quando são registradas duas quedas consecutivas em relação ao trimestre anterior.

Porém, o desempenho da economia continua fraco, o que reforça as previsões de que o país vai crescer menos de 1% em 2019, emendando o terceiro ano seguido de baixo crescimento.

O Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior, e 1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No primeiro trimestre, a economia encolheu 0,1%.

Veja a seguir o que foi bem e o que foi mal no segundo trimestre, quais os motivos e o que esperar para os próximos meses.

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O que esperar

Ainda que o resultado do PIB tenha vindo acima da projeções, o Brasil não se livrou da perspectiva de permanecer em hibernação também em 2019, repetindo o padrão dos dois anos anteriores, afirma José Paulo Kupfer, colunista do UOL.

Segundo ele, as chances de uma retomada mais forte no segundo semestre são (bem) pequenas —para não dizer nulas. As indicações são de que julho e agosto não foram meses de atividade mais acelerada, e é até possível que a economia encolha no terceiro trimestre.

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O estado de "quase recessão" no qual a economia deverá se manter em 2019 não abre os espaços necessários para destravar o desemprego e o subemprego. A válvula de escape do mercado de trabalho continua concentrada no segmento informal.
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José Paulo Kupfer, Colunista do UOL

Para Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), são insuficientes as medidas de estímulo ao consumo anunciadas pelo governo no primeiro semestre, como a liberação de saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do PIS/Pasep. Os saques começam apenas no segundo semestre.

O economista defende uma política pública de gastos que movimente a construção civil para estimular a geração de empregos e provocar um círculo virtuoso de crescimento.

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Claudio Considera, Coordenador do Núcleo de Contas Nacionais da FGV

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