Banco Mundial: 1 a cada 5 jovens na América Latina não estuda nem trabalha
Um a cada cinco jovens entre 15 e 24 anos na América Latina não estuda nem trabalha, segundo relatório do Banco Mundial divulgado nesta semana. O total de "nem-nem", como são conhecidos, ultrapassa 18 milhões de pessoas na região.
De acordo com o relatório, houve desenvolvimento econômico na região nos anos 2000 e redução da pobreza e da desigualdade. Por outro lado, a proporção dos "nem-nem" em relação ao restante da população caiu apenas ligeiramente entre 1992 e 2010.
Já o número absoluto de pessoas nessa situação aumentou cerca de 2 milhões.
O "problema nem-nem", como é chamado no relatório, deveria preocupar os governos porque contribui para a manutenção da desigualdade social na região e também, em alguns contextos, está ligado ao aumento da criminalidade e violência.
Mulheres são maioria
O perfil do "nem-nem" é de mulheres, sem ensino médio completo, e que estão entre os 40% mais pobres na pirâmide de distribuição de renda. No total, elas são dois terços desse grupo.
O principal fator de risco para mulheres se tornarem "nem-nem", segundo o relatório, é o casamento antes dos 18 anos, agravado pela gravidez na adolescência.
Por outro lado, são os homens os responsáveis pelo crescimento desse grupo nos últimos anos. De acordo com o Banco Mundial, o caminho mais comum para se tornar um "nem-nem", especialmente homens, é largar cedo os estudos para conseguir um trabalho, ficando desempregado na sequência.
Como jovens sem o ensino médio geralmente não conseguem um emprego formal, acabam aceitando trabalhos temporários e bicos. Quando perdem esses trabalhos, não voltam para a escola e ficam desempregados.
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