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5 motivos para sua empresa prestar atenção ao desafio do TikTok

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Imagem: Pixabay
Tiago Ritter

CEO e fundador da W3haus e membro do board do Ecossistema Haus, Tiago Ritter é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Já trabalhou na redação do Terra Networks, foi repórter e apresentador das editorias de cultura e esportes da RBS TV. É um dos idealizadores do movimento das Associações de Agências Digitais no Brasil (ABRADi). Também foi professor da PUC-RS nos cursos de pós-graduação em comunicação. Apontado pela Revista Proxxima como um dos 10 profissionais de comunicação mais inovadores do país. Palestrante do SXSW nos EUA e alumni da Singuliraty University (California, EUA).

27/04/2020 15h00

O TikTok, rede que nasceu na China em 2016, vai muito além das dancinhas e pegadinhas caseiras. O aplicativo, que cresceu ainda mais com a pandemia da covid-19, tem números de gente grande. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos mensais, é a quarta rede social mais popular do mundo.

Como toda rede social nova, ainda há muitas dúvidas sobre o melhor jeito de aproveitá-la. Pensando nisso, aqui vão cinco motivos para prestar atenção no TikTok e avaliar se ele cabe (ou não) na estratégia da sua empresa.

O mundo todo está lá

São 1,5 bilhão de downloads, à frente dos gigantes Instagram e Facebook. A China, onde nasceu o TikTok, ainda é o maior mercado, em usuários e em faturamento. Por lá, foram investidos US$ 122,9 milhões no ano passado —três vezes mais que os EUA e que o Reino Unido, mas ambos vêm crescendo.

O dinheiro está chegando lá

No ano passado, a empresa faturou US$ 176,9 milhões. É pouco, mas está em crescimento vertiginoso. Esse valor representa 71% de tudo o que o TikTok faturou desde 2016. E só o quarto trimestre do ano passado foi seis vezes maior que o de 2018.

No Brasil, a operação local do TikTok é pautada em buscar parcerias com empresas. Essa proximidade com grandes marcas até agora não tem gerado recursos à operação brasileira.

Por aqui, ainda não há nenhum modelo de negócio. As empresas não pagam para impulsionar os posts, nem há publicidade na plataforma. Produtores de conteúdos também não são remunerados.

Especulava-se no ano passado que o TikTok teria um modelo de mídia a partir de junho de 2020, mas não há confirmação. Mas a verdade é que quem conseguir encontrar desde já seu espaço na plataforma, seja com influencers ou criando um perfil próprio, terá mais relevância quando o modelo mudar.

O brasileiro está chegando lá

Em março desse ano, no começo da pandemia e das campanhas #FiqueEmCasa, o app foi o mais baixado do mundo, somando Google Play Store e App Store: foram 115 milhões de instalações. O Brasil foi o segundo colocado, com 9,4% desse número, perdendo só para a Índia.

Um diferencial importante do TikTok é ele ser mais do que uma rede social: é, na verdade, uma grande ferramenta para geração de conteúdos compartilháveis.

É muito comum encontrar conteúdos criados a partir do aplicativo chinês em outras redes, como Instagram, Whatsapp, Facebook e Youtube. A experiência de uso é fácil e convidativa ao compartilhamento.

E o brasileiro, que tem o "chip da zoeira" e socialização desde o nascimento, tem tudo para se apaixonar ainda mais pela plataforma.

Os usuários podem ser seu cliente hoje (ou amanhã)

O maior volume de usuários está na chamada geração Z, jovens de 16 a 24 anos (41%). A maior parte dos usuários (72%) segue influenciadores e metade deles confia nas recomendações dessas pessoas.

A influência do TikTok é tamanha que até o consolidado Instagram lançou um recurso semelhante, o "cenas", mas ainda sem o mesmo sucesso. Certeza que não só Instagram como YouTube devem estar colocando suas barbas de molho e observando a evolução da surpresa chinesa (a boa surpresa, não a inominável).

As marcas gigantes já estão lá

De olho nesse público, além de artistas, pois o TikTok também se firmou como uma plataforma para descobrir músicas, já estão na rede gigantes do varejo esportivo, fabricantes de bebidas, marcas que dialogam com a Geração Z.

Mas que tal as ações do Washington Post, jornal super tradicional norte-americano? Uma das empresas da holding de propaganda que integro lançou, nesta semana, o perfil de um banco na plataforma. Isso mesmo! Um banco tradicional que fala também com o público jovem. Não vai demorar para que todas outras grandes instituições bancárias estejam lá em breve.

Mas será que vale a pena a sua marca investir em mais esse canal?

Esse filme a gente já viveu. Desde plataformas que vieram para ficar (como Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp) e outras que se perderam na história (tipo Second Life, MySpace, Orkut, Vine e Snapchat).

A resposta, então, é: depende.

O TikTok, perto de seus irmãos norte-americanos mais velhos, é um canal novo. Mesmo as marcas que já andam por lá ainda estão aprendendo sobre a melhor forma de atuar. Além disso, o canal tem uma linguagem muito própria e característica. Por isso, a escolha do produto ou frente de negócio deve ter muita aderência com o TikTok, sua audiência e linguagem.

Do contrário, se tornará irrelevante —ou, pior...pode ser taxado como um "tio da Sukita" tentando se enturmar com a galera.

A propósito: o público é muito jovem e com muito poder de expressão e senso crítico. Esteja pronto para eventualmente ser criticado com a acidez de um adolescente. Particularmente, acho que vale o risco! Inove.

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