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Ministro da Defesa autoriza teletrabalho e cancela viagens de militares

14.nov. 2018 - O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva - Sergio Lima/AFP
14.nov. 2018 - O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva Imagem: Sergio Lima/AFP
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

17/03/2020 16h19

O ministério da Defesa assinou uma portaria com normas para tentar minimizar os danos do coronavírus nas Forças Armadas e instituiu o teletrabalho em algumas ocasiões, além de cancelar missões internacionais ainda não iniciadas.

Segundo o documento, que ainda será publicado no Diário Oficial da União, enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública decorrente do coronavírus COVID-19, os militares e servidores que retornarem de viagens internacionais, a serviço ou privadas, mesmo sem apresentar sintomas terão o regime de teletrabalho até o sétimo dia contado da data do seu retorno ao País.

Além de cancelar as missões internacionais ainda não iniciadas, a portaria pede reavaliação de todos os deslocamentos em âmbito nacional, em especial para as cidades com maior possibilidade de entrar em fase de transmissão comunitária.

De acordo com o texto, deverá ser autorizado o teletrabalho para militares e servidores que tenham algum sintoma da doença ou vivam com familiares que possam estar doentes. Além disso, devem ficar em casa militares com idade igual ou superior a sessenta anos; portadores de doenças crônicas, tais como doença cardiovascular, doença respiratória crônica, hipertensão, diabetes, insuficiência renal e câncer, conforme avaliação médica; e gestantes e lactantes.

Segundo uma fonte do Ministério da Defesa, o objetivo da portaria é emitir diretrizes para que os Comandantes cuidem das suas tropas conforme as necessidades. "A ideia é manter preservada a maior capacidade de emprego operacional sem contaminação do pessoal das Forças Armadas", diz uma fonte.

Também serão suspensos, por cento e vinte dias, o bloqueio dos créditos relativos a proventos de inatividade e pensões por falta de realização da comprovação de vida pelos militares e pensionistas.

As Forças Armadas terão também que cancelar todos os seminários, palestras, solenidades ou quaisquer outros eventos que impliquem na aglomeração de pessoas, inclusive aqueles já programados.

A portaria é assinada pelo ministro Fernando Azevedo, que estava na comitiva do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, e fez testes para descartar que está com a doença.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.