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Carla Araújo


Palavra de ordem na reunião que selou permanência de Mandetta foi "união"

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

06/04/2020 20h40

Nas primeiras horas após a reunião interministerial que poderia selar o fim de Luiz Henrique Mandetta no comando do ministério da Saúde, todos os auxiliares do presidente Jair Bolsonaro que confirmam a permanência de Mandetta no cargo tentaram mostrar um discurso alinhado e positivo.

A primeira reação dos ministros e auxiliares ouvidos pela coluna é de que o clima estava bom e "foi tudo bem". "Se eu pudesse resumir a reunião em uma palavra, diria que a palavra de ordem foi União", disse um ministro próximo ao presidente.

Para evitar maiores desgastes, a ordem é que não se fale publicamente sobre o assunto. "Não podemos parar de trabalhar e não tem nada de demissão", disse outro auxiliar.

Há pouco, contrariando uma recomendação de que as coletivas só aconteceriam no Palácio do Planalto, Mandetta convocou a imprensa e fez transmissão ao vivo para repetir que não abandonaria o paciente.

O ministro fez questão de agradecer o gesto de solidariedade que recebeu de servidores e falou que o dia tinha rendido muito pouco por conta da possibilidade de sua saída. "Tinha gente aqui limpando as gavetas, e até limpando as minhas gavetas", afirmou Mandetta.

Carla Araújo