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Carla Araújo


A senadores, Guedes descarta redução e defende congelar salário de servidor

Líder do governo no Senado Federal, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Líder do governo no Senado Federal, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

07/04/2020 12h26

Em uma videoconferência com a bancada do MDB no Senado, ontem à noite, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo não medirá esforços para minimizar a crise causada por conta da pandemia do coronavírus e voltou a dizer que no momento não há a discussão para redução de salário de servidores públicos.

"Ele afastou qualquer possibilidade de redução de salário do setor público, mas falou da possibilidade de se manter os atuais níveis salariais nos próximos dois ou três anos", disse à coluna o líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Apesar de a previsão de congelamento de salários constar na PEC emergencial que está no Congresso, Bezerra ponderou que a matéria não precisa ser votada para que os salários sejam congelados. "Na realidade é não ter os reajustes e para isso não necessariamente precisa aprovar a PEC", destacou.

Na conversa com senadores que durou quase três horas, segundo relatos, Guedes reforçou que a prioridade do governo nesses primeiros dias será de medidas de enfrentamento à crise e também a devida implementação.

"O ministro disse que todos sabem que ele defende a agenda estruturante, mas que nesses 30 dias, 40 dias nosso foco tem que ser nas ações emergências", reforçou Bezerra.

Os senadores do MDB também questionaram se o ministro acreditava que as medidas do governo são suficientes e ouviram de Guedes que se necessário o governo está aberto para avaliar novas ações.

"De fato vamos fazer um esforço fiscal extraordinário e isso vai replicar em aumento da dívida pública e ai vamos ter que nos concentrar em adotar medidas para manter o equilíbrio das contas", projetou o líder do governo.

Na conversa, os senadores relataram ainda que a bancada pretende propor alterações em alguns pontos do Orçamento de Guerra e que Guedes "bastante à vontade" disse que o governo está pronto para dialogar. "Houve uma abertura para se discutir esses pontos ao longo da semana", declarou Bezerra.

Carla Araújo